Da Redação
Polícia transfere 18 pessoas presas na madrugada de sexta-feira
A polícia transferiu para o Centro de Detenção Provisória CDP-II, em Guarulhos, na madrugada de sexta-feira, 18 pessoas presas no dia anterior em São Paulo, por suspeita de tramarem um assalto a um condomínio em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo.
Eles foram presos num salão de escola de samba paulistano, depois de uma denúncia anônima. Segundo suspeita a polícia, eles fariam parte do PCC (primeiro comando da capital), grupo que comanda o crime organizado no Estado.
No local, os policiais encontraram um mapa, cujas indicações sugeriam um condomínio A transferência foi feita com apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE), da polícia paulista.
domingo, 19 de abril de 2009
Polícia resgata 2 jovens perdidos em São Sebastião
Policiais militares do Batalhão de Policiamento Ambiental localizaram, às 12 horas deste domingo, dois rapazes que estavam perdidos desde ontem numa região de mata entre as praias Jabaquara, Fome e Ilhabela, em São Sebastião, no litoral norte paulista.
Segundo a mãe de um deles, Guilherme Turri Frazzatto e Hector Najjar Prado de Oliveira, ambos de 24 anos, disseram que iriam andar por uma trilha na região, mas, durante a aventura, segundo a PM, resolveram sair da trilha e acabaram se perdendo.
Numa varredura feita pela região, PMs da 3ª Companhia do 03º Batalhão Ambiental conseguiram encontrar ambos, que foram resgatados ilesos. Os dois jovens saíram da mata, acompanhados dos PMs, quatro horas depois de encontrados. Ontem, bombeiros e o helicóptero Águia, da PM, já haviam realizado buscas na região.
Segundo a mãe de um deles, Guilherme Turri Frazzatto e Hector Najjar Prado de Oliveira, ambos de 24 anos, disseram que iriam andar por uma trilha na região, mas, durante a aventura, segundo a PM, resolveram sair da trilha e acabaram se perdendo.
Numa varredura feita pela região, PMs da 3ª Companhia do 03º Batalhão Ambiental conseguiram encontrar ambos, que foram resgatados ilesos. Os dois jovens saíram da mata, acompanhados dos PMs, quatro horas depois de encontrados. Ontem, bombeiros e o helicóptero Águia, da PM, já haviam realizado buscas na região.
sábado, 18 de abril de 2009
SP: 19 acusados de pertencer à facção são presos
Em duas grandes operações, a polícia paulista apreendeu armas e colocou na cadeia 19 acusados de pertencer à organização criminosa que atua dentro e fora dos presídios de São Paulo. As prisões reforçaram a suspeita de ligação da organização com escolas de samba
Adolescentes são suspeitos de ameaçar professora de morte no interior de SP

Segundo a polícia, eles disseram que iriam sequestrar filho da vítima.
Jovens de 12, 13 e 14 anos foram identificados em Franca.
Três adolescentes de 12, 13 e 14 anos são suspeitos de ameaçar uma professora de uma escola pública de Franca, a 400 km de São Paulo. Segundo a polícia, a vítima recebeu ameaças de morte e de ter seu filho pequeno sequestrado durante dois dias. Os jovens foram identificados na quinta-feira (16).
A professora recebia várias ligações por dia pelo celular. Ao abrir a caixa do correio de sua casa, encontrou uma bala de revólver e um bilhete ameaçador. Em um dos trechos, escrito com erros de português, estava escrito: “vamos ver se você tem peito de asso para aguentar duas balas”. De acordo com a polícia, os alunos da Escola Estadual Lydia Rocha Alves foram ouvidos e confirmaram as intimidações. Eles tinham um plano elaborado: iriam entrar na casa da professora para roubar bens materiais e sequestrar o filho dela, de 3 anos de idade.Segundo a delegada Graciela Ambrósio, os alunos alegaram em depoimento que o motivo das ameaças era maldade. “Pelo que entendi eles tinham realmente a intenção de chegar a concretizar algum delito”, diz Graciela. No dia seguinte às ameaças, a professora recebeu uma carta cheia de carinho e apoio de uma das alunas que havia escrito a outra carta de ameaça.
A diretora da escola, localizada no Jardim Aeroporto, não quis comentar o assunto, mas informou que mais professores convivem com o desrespeito dos alunos. Os alunos estão suspensos da escola e na próxima semana um conselho de pais e professores deve decidir se eles serão transferidos. Os pais dos três adolescentes também deverão apresentá-los na Vara da Infância e Juventude.
COMENTO:
É melhor declarar a falência do ensino público e lacrar de vez os portões de todas as escolas do Estado de São Paulo. Pesquisa sobre violência nas escolas públicas feita já algum tempo pelo Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado de SP (Udemo) aponta que a situação da violência torna-se muito grave. Ou seja, os números são coisa de filme de terror.
Uns dos índices que mais aumentaram foram de depredação e desacato aos professores, respectivamente 63% e 78%. Em seguida, as brigas entre alunos em 45%. Do total, um quarto das escolas sofre com ameaça de morte aos professores, funcionários ou alunos. Na época o sindicato fez a seguinte pergunta: a escola sofreu algum tipo de violência em 2007? Resposta, 86% dos entrevistados responderam sim. Mais da metade das escolas já foi vítima de depredação, pichação ou dano a veículo de professor e, em 38% dos locais avaliados, houve registros de explosão de bombas.
Ou seja, brigas envolvendo agressão física entre estudantes ocorreram em 85% das instituições, e o desacato a mestres, funcionários ou à direção, em nada menos do que 88% das escolas. Enfim, de cada dez escolas consultadas, pouco mais de uma parece estar conseguindo manter a ordem.
Outra pesquisa realizada pela organização não-governamental Internacional Plan, em 2008 aponta que por dia, cerca de 1 milhão de crianças em todo o mundo sofrem algum tipo de violência nas escolas.
Apesar de ser notável a existência da violência dentro da escola, aumentando a cada ano, as pesquisas são parciais. Não existe um estudo feito pelos órgãos públicos abrangendo todas as escolas brasileiras inclusive as escolas particulares. Os dados, em sua maioria, são obtidos por instituições não-governamentais.
Junto a essa desorganização, a sociedade enfrenta problemas que, antigamente, eram das famílias. Reflexo das conseqüências da ditadura. Ou seja, de um período triste da nossa historia. A verdade é que os pais nem sempre colocam limites aos filhos. Eles não querem ser autoritários, mas acabam empurrando para a escola a função de educar, visto que responsabilidades são dos pais. A expulsão de alunos foi, praticamente, extinta.
A escola é do povo e para o povo. Deveria haver uma campanha publicitária visando à conscientização de que educação é investimento para a VIDA. Os pais precisam assumir seus filhos, assim como a comunidade deve "assumir" a ESCOLA, e a sociedade, a EDUCAÇÃO.
Vigias de trem afirmam ter reagido a agressão de usuários
Três funcionários de empresa do Rio foram indiciados
Três agentes da empresa que administra os trens do Rio acusados de agressões a usuários na zona norte foram indiciados sob acusação de lesão corporal e constrangimento ilegal.
Leonardo Leite de Paula, 23, Bruno do Espírito Santo de Castro, 23, e Rodrigo Barroso Balduíno, 28, não quiseram dar entrevistas depois de prestar depoimento à polícia ontem, mas segundo o delegado-titular da Delegacia de Defesa de Serviços Delegados, Eduardo Freitas, os três confessaram as agressões contra os passageiros, mas disseram ter revidado cusparadas, pedradas e xingamentos de passageiros revoltados com a demora nas partidas.
"Eles disseram que não esperavam tanta repercussão e se defenderam afirmando que o trabalho é tenso e que já viram colegas sendo machucados por usuários. Disseram que empurrões, socos e cuspes [dos passageiros] são frequentes em trens lotados", afirmou o delegado.
No depoimento, o agente Bruno Castro disse que um dos passageiros havia cuspido nele e o xingado antes. "Ele disse que a empresa sempre mandou os funcionários não reagirem, inclusive, ao serem contratados, eles eram avisados que poderiam sofrer retaliações de usuários", disse o delegado.
Na quarta, um câmera da TV Globo filmou, no começo da manhã, agentes de controle da estação de Madureira agredindo usuários com socos, pontapés e até chicotadas, usando as cordas dos apitos que utilizam.
Um dos acusados alegou à polícia que havia chegado ao seu limite. "Ele disse que no começo aguentava bem [supostas agressões dos passageiros], mas que na terceira semana não aguentava mais", disse Freitas.
Os agentes afirmaram ainda que, no momento das agressões, tentavam conter os chamados "surfistas de trens" -pessoas que decidem viajar em cima dos trens, às vezes para fugir do excesso de lotação, às vezes por diversão. "Segundo os agentes, o tumulto começou na estação de Marechal Hermes [anterior à de Madureira], quando alguns usuários subiram em um dos vagões. Eles disseram que tentavam retirá-los do trem quando houve a agressão", afirmou Freitas.
Dez funcionários devem ser ouvidos - seis deles prestaram depoimentos ontem. As imagens indicaram a participação de outro funcionário, que não estava uniformizado na hora das agressões. O agente será ouvido e pode ser indiciado.
Dois PMs que presenciaram as agressões e não reagiram devem prestar depoimento na próxima semana. Um dos agentes de controle dos quatro demitidos foi reintegrado, mas deve ficar afastado de suas funções até o fim do inquérito.
Três agentes da empresa que administra os trens do Rio acusados de agressões a usuários na zona norte foram indiciados sob acusação de lesão corporal e constrangimento ilegal.
Leonardo Leite de Paula, 23, Bruno do Espírito Santo de Castro, 23, e Rodrigo Barroso Balduíno, 28, não quiseram dar entrevistas depois de prestar depoimento à polícia ontem, mas segundo o delegado-titular da Delegacia de Defesa de Serviços Delegados, Eduardo Freitas, os três confessaram as agressões contra os passageiros, mas disseram ter revidado cusparadas, pedradas e xingamentos de passageiros revoltados com a demora nas partidas.
"Eles disseram que não esperavam tanta repercussão e se defenderam afirmando que o trabalho é tenso e que já viram colegas sendo machucados por usuários. Disseram que empurrões, socos e cuspes [dos passageiros] são frequentes em trens lotados", afirmou o delegado.
No depoimento, o agente Bruno Castro disse que um dos passageiros havia cuspido nele e o xingado antes. "Ele disse que a empresa sempre mandou os funcionários não reagirem, inclusive, ao serem contratados, eles eram avisados que poderiam sofrer retaliações de usuários", disse o delegado.
Na quarta, um câmera da TV Globo filmou, no começo da manhã, agentes de controle da estação de Madureira agredindo usuários com socos, pontapés e até chicotadas, usando as cordas dos apitos que utilizam.
Um dos acusados alegou à polícia que havia chegado ao seu limite. "Ele disse que no começo aguentava bem [supostas agressões dos passageiros], mas que na terceira semana não aguentava mais", disse Freitas.
Os agentes afirmaram ainda que, no momento das agressões, tentavam conter os chamados "surfistas de trens" -pessoas que decidem viajar em cima dos trens, às vezes para fugir do excesso de lotação, às vezes por diversão. "Segundo os agentes, o tumulto começou na estação de Marechal Hermes [anterior à de Madureira], quando alguns usuários subiram em um dos vagões. Eles disseram que tentavam retirá-los do trem quando houve a agressão", afirmou Freitas.
Dez funcionários devem ser ouvidos - seis deles prestaram depoimentos ontem. As imagens indicaram a participação de outro funcionário, que não estava uniformizado na hora das agressões. O agente será ouvido e pode ser indiciado.
Dois PMs que presenciaram as agressões e não reagiram devem prestar depoimento na próxima semana. Um dos agentes de controle dos quatro demitidos foi reintegrado, mas deve ficar afastado de suas funções até o fim do inquérito.
Justiça Federal barra chip de rastreamento em veículos
RICARDO SANGIOVANNI
DA REPORTAGEM LOCAL
A Justiça Federal decidiu em primeira instância que a instalação do chip de rastreamento antifurto não será obrigatória em veículos novos vendidos no país a partir de agosto, como previa o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito). O órgão não comentou a decisão -disse apenas que irá recorrer.
Na sentença, o juiz Douglas Camarinha Gonzales, da 7ª Vara Cível de São Paulo, entendeu que o chip antifurto permite o rastreamento dos veículos ainda que sem a autorização dos proprietários -e até mesmo com o equipamento desligado-, e que, caso seja obrigatório, irá ferir o direito à privacidade. A ação foi movida pelo Ministério Público Federal.
A obrigatoriedade do chip (que permite localizar, identificar e bloquear o veículo por meio de sistema GPS) foi definida pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito) em 2007. O objetivo, diz o Denatran, é permitir, em caso de roubo, o bloqueio dos veículos por empresas de rastreamento- por ano, no país, cerca de 380 mil são roubados, mas só 180 mil são recuperados, diz o órgão.
Mas, para isso, segundo o Denatran, seria preciso que o proprietário contratasse um serviço de bloqueio e autorizasse o órgão a fornecer à empresa uma senha de acesso ao chip.
O juiz, porém, acatou o argumento da Procuradoria que, com base em informações fornecidas pelas montadoras, afirmou que, por meio do chip, é possível ter acesso aos dados e às 200 últimas localizações do veículo, "ainda que desligado o rastreador, até mesmo se tais informações estejam criptografadas ou sujeitas a senha". A decisão torna facultativa a compra do carro com o chip.
O juiz cita na sentença o livro "1984", do escritor inglês George Orwell, criador da ideia do Big Brother -"aparato estatal para controlar o indivíduo, através da implacável tecnologia de vigilância".
Empresários ligados ao setor de monitoramento por GPS afirmaram reservadamente à Folha que, sem o código fornecido pelo Denatran, os veículos com o chip até poderiam ser "vistos" pelos sistemas das empresas de rastreamento, mas que não seria possível saber a quem pertencem nem ter acesso a dados como licenciamento e pendências com multas.
O Contran ainda discute, entretanto, outro projeto de instalação de chips em todos os veículos do país -o Sistema Nacional de Identificação de Veículos.
O órgão deve definir qual será a tecnologia usada no novo sistema até o final do ano.
DA REPORTAGEM LOCAL
A Justiça Federal decidiu em primeira instância que a instalação do chip de rastreamento antifurto não será obrigatória em veículos novos vendidos no país a partir de agosto, como previa o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito). O órgão não comentou a decisão -disse apenas que irá recorrer.
Na sentença, o juiz Douglas Camarinha Gonzales, da 7ª Vara Cível de São Paulo, entendeu que o chip antifurto permite o rastreamento dos veículos ainda que sem a autorização dos proprietários -e até mesmo com o equipamento desligado-, e que, caso seja obrigatório, irá ferir o direito à privacidade. A ação foi movida pelo Ministério Público Federal.
A obrigatoriedade do chip (que permite localizar, identificar e bloquear o veículo por meio de sistema GPS) foi definida pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito) em 2007. O objetivo, diz o Denatran, é permitir, em caso de roubo, o bloqueio dos veículos por empresas de rastreamento- por ano, no país, cerca de 380 mil são roubados, mas só 180 mil são recuperados, diz o órgão.
Mas, para isso, segundo o Denatran, seria preciso que o proprietário contratasse um serviço de bloqueio e autorizasse o órgão a fornecer à empresa uma senha de acesso ao chip.
O juiz, porém, acatou o argumento da Procuradoria que, com base em informações fornecidas pelas montadoras, afirmou que, por meio do chip, é possível ter acesso aos dados e às 200 últimas localizações do veículo, "ainda que desligado o rastreador, até mesmo se tais informações estejam criptografadas ou sujeitas a senha". A decisão torna facultativa a compra do carro com o chip.
O juiz cita na sentença o livro "1984", do escritor inglês George Orwell, criador da ideia do Big Brother -"aparato estatal para controlar o indivíduo, através da implacável tecnologia de vigilância".
Empresários ligados ao setor de monitoramento por GPS afirmaram reservadamente à Folha que, sem o código fornecido pelo Denatran, os veículos com o chip até poderiam ser "vistos" pelos sistemas das empresas de rastreamento, mas que não seria possível saber a quem pertencem nem ter acesso a dados como licenciamento e pendências com multas.
O Contran ainda discute, entretanto, outro projeto de instalação de chips em todos os veículos do país -o Sistema Nacional de Identificação de Veículos.
O órgão deve definir qual será a tecnologia usada no novo sistema até o final do ano.
Com sanção de Lula, pena de sequestro relâmpago endurece
Pena era de até 15 anos de prisão; agora, passa a ser de 30
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou ontem o projeto de lei que inclui o sequestro relâmpago como crime no Código Penal. Como a decisão do presidente tem efeito imediato, esse tipo de crime passa a prever penas que variam de seis a 30 anos de prisão.
O crime vinha sendo enquadrado de diferentes formas no país: como roubo, extorsão ou extorsão mediante sequestro. Nesses casos, a pena aplicada variava de quatro a 15 anos de reclusão, sempre diante de uma confusão jurídica.
Com o projeto de lei, o sequestro relâmpago passa a ser caracterizado como crime de extorsão mediante restrição de liberdade e prevê pena de seis a 12 anos de prisão. Mas, diante de lesão corporal grave, passa a ser de 16 a 24 anos e, em caso de morte, de 24 a 30 anos.
A sanção, publicada ontem numa edição extra do "Diário Oficial" da União, contraria o Ministério da Justiça, que havia recomendado o veto ao Palácio do Planalto. Segundo a pasta, esse crime já estava tipificado no Código Penal, como roubo com veto à liberdade da vítima, e que, portanto, esse projeto trará apenas uma confusão jurídica.
Por outro lado, o Planalto teve da Advocacia Geral da União a orientação a favor da sanção. Isso, segundo a Folha apurou, foi somado à avaliação da Presidência de que o veto poderia ser entendido pela população como um ato de leniência do governo à criminalidade.
O projeto, de autoria do ex-senador Rodolpho Tourinho (DEM-BA), tramitava no Congresso desde 2004. Como foi modificado na Câmara, teve de voltar ao Senado, onde foi aprovado no final de março.
Procurado ontem, o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Pedro Abramovay, não foi localizado. Em entrevista à Folha no final de março, ele disse: "Ele [projeto] não esclarece, confunde mais. É colocar para a população a imagem de que está querendo solucionar um problema com algo que com certeza não vai reduzir em nada o número de sequestros relâmpagos".
Essa polêmica, segundo o relator do projeto, senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), não permanecerá. "Não é nem roubo nem extorsão. No caso do sequestro relâmpago, além do roubo, onde há a supressão financeira, há também a participação da vítima, porque ela tem que ceder a senha e ela tem que fazer os saques", afirmou recentemente. Ontem, ele não foi localizado pela Folha.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou ontem o projeto de lei que inclui o sequestro relâmpago como crime no Código Penal. Como a decisão do presidente tem efeito imediato, esse tipo de crime passa a prever penas que variam de seis a 30 anos de prisão.
O crime vinha sendo enquadrado de diferentes formas no país: como roubo, extorsão ou extorsão mediante sequestro. Nesses casos, a pena aplicada variava de quatro a 15 anos de reclusão, sempre diante de uma confusão jurídica.
Com o projeto de lei, o sequestro relâmpago passa a ser caracterizado como crime de extorsão mediante restrição de liberdade e prevê pena de seis a 12 anos de prisão. Mas, diante de lesão corporal grave, passa a ser de 16 a 24 anos e, em caso de morte, de 24 a 30 anos.
A sanção, publicada ontem numa edição extra do "Diário Oficial" da União, contraria o Ministério da Justiça, que havia recomendado o veto ao Palácio do Planalto. Segundo a pasta, esse crime já estava tipificado no Código Penal, como roubo com veto à liberdade da vítima, e que, portanto, esse projeto trará apenas uma confusão jurídica.
Por outro lado, o Planalto teve da Advocacia Geral da União a orientação a favor da sanção. Isso, segundo a Folha apurou, foi somado à avaliação da Presidência de que o veto poderia ser entendido pela população como um ato de leniência do governo à criminalidade.
O projeto, de autoria do ex-senador Rodolpho Tourinho (DEM-BA), tramitava no Congresso desde 2004. Como foi modificado na Câmara, teve de voltar ao Senado, onde foi aprovado no final de março.
Procurado ontem, o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Pedro Abramovay, não foi localizado. Em entrevista à Folha no final de março, ele disse: "Ele [projeto] não esclarece, confunde mais. É colocar para a população a imagem de que está querendo solucionar um problema com algo que com certeza não vai reduzir em nada o número de sequestros relâmpagos".
Essa polêmica, segundo o relator do projeto, senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), não permanecerá. "Não é nem roubo nem extorsão. No caso do sequestro relâmpago, além do roubo, onde há a supressão financeira, há também a participação da vítima, porque ela tem que ceder a senha e ela tem que fazer os saques", afirmou recentemente. Ontem, ele não foi localizado pela Folha.
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