sexta-feira, 24 de abril de 2009
Preso mentor de resgate de criminoso em pronto-socorro da Vila Nhocuné
Na quinta-feira, foi preso Robson Campo Caprioli. Ele é apontado como o mentor do resgate de um criminoso que estava sendo atendido no pronto-socorro da Vila Nhocuné, Zona Leste da capital.
Policial é afastado após amigo exibir fuzil perto da igreja de São Jorge

Segundo a 28ª DP, ele não estava autorizado a usar arma.
Delegado abriu sindicância administrativa para investigar o caso.
Um policial civil da 28ª DP (Campinho) foi afastado de suas funções depois que um amigo que estava com ele subiu no capô de um carro da polícia e exibiu um fuzil para a multidão que se concentrava perto da igreja de São Jorge, em Quintino, no subúrbio do Rio. Ele estaria pedindo passagem aos fiéis que celebravam, na quinta-feira (23), o dia de São Jorge.
O policial fazia o patrulhamento da região, mas, segundo o inspetor Antônio Cláudio Rayol, chefe de investigação da delegacia, não estava autorizado a levar o fuzil para o local onde se concentrava a multidão.
“Ele foi afastado das funções e foi aberta uma sindicância administrativa sumária contra ele. Não há recomendação de se usar um fuzil num local onde há multidão e muito menos de usá-lo para pedir que as pessoas se afastem e o carro da polícia possa passar. Esse fuzil é patrimonial e o carro também era da polícia, mas não vamos acobertar essa transgressão de conduta”, explica.
O amigo, segundo o inspetor, estava de carona com o policial, mas não trabalha na Polícia Civil. A polícia ainda investiga se ele é agente penitenciário.
Segundo o chefe de investigação da 28ª DP, o delegado Carlos Henrique Pereira Machado tem 30 dias para concluir a sindicância.
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, e o ministro Joaquim Barbosa bateram boca
Por Luis Nassif
Truculento”, “estrela”, “exibido”, “grosseiro” e “brucutu”
A resistência da mídia em manter os olhos fechados a essa postura horrorosa de Gilmar Mendes cobrou um preço altíssimo, no descrédito dos jornalões. Já escrevi algumas vezes que jamais vi um divórcio igual entre a linha dos jornais e o pensamento do leitor.
Agora, trata-se de repor os fatos, deixar de sonegar as informações e lamber as feridas.
Se tem uma regra infalível no papel da mídia dos últimos anos é que todas as vezes que embarcou nos factóides, nas invenções, nas criações da Veja se estrepou.
A última “criatura” de Veja é um fanfarrão que provocou o maior desgaste na história da Justiça brasileira de que tenho notícia
Do Estadão
Postura de Mendes é criticada
Presidente é chamado de “estrela” na Casa
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, falhou no teste de líder político do Poder Judiciário. O bate-boca na sessão de anteontem com o ministro Joaquim Barbosa foi o mais grave exemplo da insatisfação que reverberava nos bastidores do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
“Truculento”, “estrela”, “exibido”, “grosseiro”, “pop star” e “brucutu” são alguns dos adjetivos que alguns ministros e integrantes do CNJ usam para se referir a Gilmar Mendes.
No STF, a reclamação principal é de que o presidente avocou para si uma posição de líder intelectual e político num tribunal em que os ministros são iguais. Resumiu um ministro: Mendes age como presidencialista numa Casa que é parlamentarista. Nessa postura de liderança, avaliam alguns ministros, ele acabou por abrir diversas frentes de confronto, rivalizou com os demais Poderes e deixou o tribunal suscetível a críticas de todos os lados.
Ao mesmo tempo, Mendes comprou briga com a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a Polícia Federal, o Ministério Público e juízes de primeira instância, após a Operação Satiagraha, que levou o ex-banqueiro Daniel Dantas à prisão, e, mais recentemente, com o Movimento dos Sem Terra (MST). “Quem fala o que quer ouve o que não quer”, foi o desabafo feito anteontem por um membro do Ministério Público Federal, depois do bate-boca, conforme relato apurado pelo Estado junto a ministros do STF.
Além disso, ministros e integrantes do CNJ vinham reclamando do tratamento dispensado por Mendes nas sessões. A crítica é de que o ministro trata os colegas com descaso, em alguns casos de forma desrespeitosa. As consequências dessa forma de agir aparecem nas sessões e nas votações.
Em março deste ano, por exemplo, uma proposta de Mendes por pouco não foi derrotada no plenário do CNJ. O ministro queria aprovar uma recomendação para que os juízes priorizassem julgamentos de conflitos agrários, uma forma de tentar coibir as invasões de terra pelo MST. Mas o ministro não apresentou previamente a proposta ou negociou com os colegas. Alguns conselheiros viram uma tentativa de Mendes de “enfiar goela abaixo” o texto.
O resultado dessa postura foi um empate numa votação que parecia simples. Sete conselheiros votaram favoravelmente à recomendação. Outros sete se manifestaram contra. Para evitar uma derrota política num assunto sem qualquer efeito prático, o corregedor nacional de Justiça, Gilson Dipp, deu o voto de desempate em favor de Mendes.
Nesse cenário, o bate-boca entre Barbosa e Mendes pode servir como um freio de arrumação, acreditam alguns ministros. A expectativa é de que a exposição excessiva diminua daqui para frente. Do contrário, disseram, o jeito será esperar o fim do mandato de presidente de Mendes em 2010 e a posse de Cezar Peluso, considerado discreto e reservado
COMENTO:
Puxa a culpa, agora é do Joaquim?
Eliane Cantanhêde, jornalista da Folha de São Paulo diz que Joaquim Barbosa ajudou a jogar a opinião pública ainda mais contra Gilmar. Que isso não é bom, pois a imaginaria independência do STF é que perde a credibilidade. Oras bolas, mas quando foi que STF teve alguma credibilidade tendo a frente Gilmar Mendes como presidente?
Oficial de Justiça é morta a tiros ao cobrar devedor
A oficial de Justiça Sandra Regina Ferreira Smaniotto, 48, foi morta com nove tiros na manhã de ontem, na avenida Manoel de Siquera, na região de Guarapiranga (zona sul). O ajudante-geral Reinaldo do Carmo Guerreiro, 31, foi preso em flagrante e confessou o crime.
Sandra cumpria mandado de busca e apreensão de uma moto que Guerreiro contou ter comprado em junho do ano passado. Ele afirmou que só havia pago as três primeiras prestações -eram 48 parcelas. Disse ainda que a oficial de justiça pediu-lhe R$ 1.500 para "esquecer" a dívida.
Guerreiro disse no 92º DP (Parque Santo Antônio) que cometeu o crime não pela extorsão, mas "pelo jeito como ela falou comigo". Ele contou que recebeu dois telefonemas de Sandra, nos quais ela exigia o dinheiro.
Escrivã chefe da 3ª Vara Cível do Fórum Regional de Santo Amaro, onde Sandra trabalhava havia 22 anos, Ana Lúcia Alicke negou que sua colega estivesse fazendo algo irregular. "Ela devia ter pedido auxílio policial", disse o delegado Carlos Alberto Carvalho, que autuou Guerreiro por homicídio qualificado.
Ex-presidiário, o ajudante-geral tinha duas passagens por roubo e uma por extorsão. Ficou preso por oito anos e deixou a cadeia em 2005.
Sandra cumpria mandado de busca e apreensão de uma moto que Guerreiro contou ter comprado em junho do ano passado. Ele afirmou que só havia pago as três primeiras prestações -eram 48 parcelas. Disse ainda que a oficial de justiça pediu-lhe R$ 1.500 para "esquecer" a dívida.
Guerreiro disse no 92º DP (Parque Santo Antônio) que cometeu o crime não pela extorsão, mas "pelo jeito como ela falou comigo". Ele contou que recebeu dois telefonemas de Sandra, nos quais ela exigia o dinheiro.
Escrivã chefe da 3ª Vara Cível do Fórum Regional de Santo Amaro, onde Sandra trabalhava havia 22 anos, Ana Lúcia Alicke negou que sua colega estivesse fazendo algo irregular. "Ela devia ter pedido auxílio policial", disse o delegado Carlos Alberto Carvalho, que autuou Guerreiro por homicídio qualificado.
Ex-presidiário, o ajudante-geral tinha duas passagens por roubo e uma por extorsão. Ficou preso por oito anos e deixou a cadeia em 2005.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
SP tem até o dia 30 para solicitar verba do Pronasci
Em pouco mais de um ano, o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça, aumentou em 47% os investimentos do governo federal em segurança pública. Em 2008, foram destinados R$ 2,5 bilhões para a área, contra R$ 1,7 bi em 2007. Para receber recursos neste ano, estados e municípios parceiros do Pronasci terão que apresentar, até 30 de abril, novos projetos de prevenção e repressão à violência.
O estado de São Paulo já aderiu ao Pronasci e deve receber, ainda este ano, um Território de Paz. A iniciativa envolve a execução simultânea de mais de 20 ações de segurança e projetos sociais. Entre eles, o Mulheres da Paz, em que lideranças femininas são capacitadas para resgatar jovens em situação de risco e encaminhá-los a projetos sociais.
Em 2008, São Paulo recebeu um total de R$ 58 milhões do Pronasci — R$ 44 milhões foram enviados diretamente aos municípios parceiros. A quantidade de recursos que o programa destinará a cada unidade federativa, em 2009, dependerá do número de projetos apresentados e aprovados pela equipe técnica da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).
Os projetos devem estar alinhados com as diretrizes do programa: a prevenção e a repressão policial qualificada; o diálogo com jovens em situação de risco infracional — principal público-alvo — e a promoção da cidadania nas comunidades dominadas pelo crime organizado.
Para reaparelhar as forças policiais, por exemplo, os municípios com Guarda Municipal podem propor a compra de equipamentos que melhorem o trabalho dos guardas ou cursos de capacitação. Já os estados podem pedir o financiamento de material de proteção para as polícias (capacetes e coletes), armas não-letais, sistema de videomonitoramento e equipamentos para a área de inteligência ou de estatística.
Já na área social, o Pronasci deverá destinar verbas a iniciativas esportivas, artísticas, profissionalizantes e de aprendizagem para jovens em situação de risco, além de investir em projetos de reinserção social de egressos do sistema prisional. Também serão aceitas propostas para melhoria do acesso à Justiça, como de fortalecimento de defensorias públicas e de mediação comunitária de conflitos.
As propostas que solicitem fuzis ou armas de grosso calibre consideradas pelas Nações Unidas como inadequadas para uso em meio urbano não são autorizadas. “Aprovamos projetos que estejam inseridos num programa de segurança pública sistêmico com ações sociais e policiais. Passamos mais de 40 anos financiando a compra de armas e viaturas e não obtivemos redução nos índices de violência. O Pronasci propõe uma política mais ampla, com resultados a médio e longo prazo”, afirmou o ministro da Justiça, Tarso Genro.
Como enviar projeto
Os estados e os municípios que já aderiram ao programa — São Paulo, Campinas, Cotia, Diadema, Embu das Artes, Embu-Guaçú, Guarulhos, Itapecerica da Serra, Itapevi, Jandira, Osasco, São Bernardo do Campo, Santo André, Pirapora de Bom Jesus, Santana de Paraíba, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista— deverão enviar seus projetos ao Ministério da Justiça por meio do Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (Siconv), no portal eletrônico de convênios do governo federal www.convenios.gov.br.
A contrapartida para convênio com o governo federal (entre 10% e 20% da proposta), uma das grandes preocupações de estados e municípios, foi reduzida a 1% sobre o valor de projetos do Pronasci para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Para as regiões Sul e Sudeste, o percentual é de 2%. Com informações do Ministério da Justiça.
O estado de São Paulo já aderiu ao Pronasci e deve receber, ainda este ano, um Território de Paz. A iniciativa envolve a execução simultânea de mais de 20 ações de segurança e projetos sociais. Entre eles, o Mulheres da Paz, em que lideranças femininas são capacitadas para resgatar jovens em situação de risco e encaminhá-los a projetos sociais.
Em 2008, São Paulo recebeu um total de R$ 58 milhões do Pronasci — R$ 44 milhões foram enviados diretamente aos municípios parceiros. A quantidade de recursos que o programa destinará a cada unidade federativa, em 2009, dependerá do número de projetos apresentados e aprovados pela equipe técnica da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).
Os projetos devem estar alinhados com as diretrizes do programa: a prevenção e a repressão policial qualificada; o diálogo com jovens em situação de risco infracional — principal público-alvo — e a promoção da cidadania nas comunidades dominadas pelo crime organizado.
Para reaparelhar as forças policiais, por exemplo, os municípios com Guarda Municipal podem propor a compra de equipamentos que melhorem o trabalho dos guardas ou cursos de capacitação. Já os estados podem pedir o financiamento de material de proteção para as polícias (capacetes e coletes), armas não-letais, sistema de videomonitoramento e equipamentos para a área de inteligência ou de estatística.
Já na área social, o Pronasci deverá destinar verbas a iniciativas esportivas, artísticas, profissionalizantes e de aprendizagem para jovens em situação de risco, além de investir em projetos de reinserção social de egressos do sistema prisional. Também serão aceitas propostas para melhoria do acesso à Justiça, como de fortalecimento de defensorias públicas e de mediação comunitária de conflitos.
As propostas que solicitem fuzis ou armas de grosso calibre consideradas pelas Nações Unidas como inadequadas para uso em meio urbano não são autorizadas. “Aprovamos projetos que estejam inseridos num programa de segurança pública sistêmico com ações sociais e policiais. Passamos mais de 40 anos financiando a compra de armas e viaturas e não obtivemos redução nos índices de violência. O Pronasci propõe uma política mais ampla, com resultados a médio e longo prazo”, afirmou o ministro da Justiça, Tarso Genro.
Como enviar projeto
Os estados e os municípios que já aderiram ao programa — São Paulo, Campinas, Cotia, Diadema, Embu das Artes, Embu-Guaçú, Guarulhos, Itapecerica da Serra, Itapevi, Jandira, Osasco, São Bernardo do Campo, Santo André, Pirapora de Bom Jesus, Santana de Paraíba, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista— deverão enviar seus projetos ao Ministério da Justiça por meio do Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (Siconv), no portal eletrônico de convênios do governo federal www.convenios.gov.br.
A contrapartida para convênio com o governo federal (entre 10% e 20% da proposta), uma das grandes preocupações de estados e municípios, foi reduzida a 1% sobre o valor de projetos do Pronasci para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Para as regiões Sul e Sudeste, o percentual é de 2%. Com informações do Ministério da Justiça.
Quadrilha invade agência bancária na zona sul de SP
Ao menos dez assaltantes bloquearam avenida usando carros e ônibus; ninguém foi preso
SÃO PAULO - Uma quadrilha fortemente armada invadiu uma agência do Banco do Brasil localizada na Avenida Dona Belmira Marin, no Grajaú, zona sul de São Paulo, na madrugada desta quarta-feira, 22. Segundo o relato de testemunhas, o bando contava com cerca de 10 homens, que usaram um ônibus de linha e carros de motoristas que passavam pelo local para bloquear a via durante a ação criminosa. Policiais militares foram acionados após o alarme da agência disparar. Pelo menos um caixa eletrônico foi arrombado, mas a polícia ainda não informou se alguma quantia em dinheiro foi levada.
A Avenida Dona Belmira Marin foi bloqueada pelos bandidos cerca de 100 metros antes e 100 metros depois do banco. O motorista e o cobrador da linha 6091, que liga Vargem Grande ao Terminal Santo Amaro, se preparavam para a primeira viagem do dia, por volta das 3h15, quando foram abordados pelos criminosos. De acordo com o relato do motorista Antônio Silva Neto, 47 anos, os bandidos chegaram em um Corsa vinho. "Eles vieram de encontro comigo e disseram que eram policiais", contou.
Dois homens encapuzados entraram no ônibus e obrigaram o motorista a manobrá-lo para bloquear a circulação de carros no sentido bairro da via. Enquanto isso, o restante da quadrilha ficou do lado de fora. "Daí ele (um assaltante) apontou uma espingarda para mim e disse: desce e me dá a chave", disse o motorista. Depois de manobrar o ônibus, o motorista e o cobrador foram colocados deitados no chão junto a outras testemunhas, no posto de gasolina em frente. O ônibus só foi retirado uma hora depois.
Para bloquear o sentido oposto da avenida, a quadrilha usou carros de pessoas que passavam pelo local. "Conforme os carros iam passando, eles (os bandidos) iam parando e usando para fechar a rua", relatou o motorista Paulo Roberto da Silva, 47 anos. Ele dirige uma lotação e estava indo trabalhar na sua picape Corsa quando foi rendido pelos bandidos. "Eram uns cinco ou seis mascarados e armados que me pararam", afirmou.
Silva foi colocado de frente para um muro, junto com motoristas de outros veículos. "Não consegui ver nada, só vi as três Fiorinos brancas (usadas pela quadrilha) paradas em frente ao banco, também fechando a rua", disse. O motorista somente virou-se de frente para a agência quando percebeu que os bandidos tinham ido embora. "Só que não consegui sair daqui porque eles levaram a chave do meu carro", explicou.
As Fiorinos ficaram estacionadas na Avenida Dona Belmira Marin, de frente para um acesso à Rua Isabel Aguiar de Campos. Segundo informações da Polícia Militar, uma delas foi localizada por volta das 4h30, abandonada na Rua Aldemar Tavares, próximo ao local do crime. Uma marreta usada pelos bandidos para quebrar a porta de vidro foi deixada em frente à agência bancária. Até às 6 horas, nenhum suspeito foi detido.
SÃO PAULO - Uma quadrilha fortemente armada invadiu uma agência do Banco do Brasil localizada na Avenida Dona Belmira Marin, no Grajaú, zona sul de São Paulo, na madrugada desta quarta-feira, 22. Segundo o relato de testemunhas, o bando contava com cerca de 10 homens, que usaram um ônibus de linha e carros de motoristas que passavam pelo local para bloquear a via durante a ação criminosa. Policiais militares foram acionados após o alarme da agência disparar. Pelo menos um caixa eletrônico foi arrombado, mas a polícia ainda não informou se alguma quantia em dinheiro foi levada.
A Avenida Dona Belmira Marin foi bloqueada pelos bandidos cerca de 100 metros antes e 100 metros depois do banco. O motorista e o cobrador da linha 6091, que liga Vargem Grande ao Terminal Santo Amaro, se preparavam para a primeira viagem do dia, por volta das 3h15, quando foram abordados pelos criminosos. De acordo com o relato do motorista Antônio Silva Neto, 47 anos, os bandidos chegaram em um Corsa vinho. "Eles vieram de encontro comigo e disseram que eram policiais", contou.
Dois homens encapuzados entraram no ônibus e obrigaram o motorista a manobrá-lo para bloquear a circulação de carros no sentido bairro da via. Enquanto isso, o restante da quadrilha ficou do lado de fora. "Daí ele (um assaltante) apontou uma espingarda para mim e disse: desce e me dá a chave", disse o motorista. Depois de manobrar o ônibus, o motorista e o cobrador foram colocados deitados no chão junto a outras testemunhas, no posto de gasolina em frente. O ônibus só foi retirado uma hora depois.
Para bloquear o sentido oposto da avenida, a quadrilha usou carros de pessoas que passavam pelo local. "Conforme os carros iam passando, eles (os bandidos) iam parando e usando para fechar a rua", relatou o motorista Paulo Roberto da Silva, 47 anos. Ele dirige uma lotação e estava indo trabalhar na sua picape Corsa quando foi rendido pelos bandidos. "Eram uns cinco ou seis mascarados e armados que me pararam", afirmou.
Silva foi colocado de frente para um muro, junto com motoristas de outros veículos. "Não consegui ver nada, só vi as três Fiorinos brancas (usadas pela quadrilha) paradas em frente ao banco, também fechando a rua", disse. O motorista somente virou-se de frente para a agência quando percebeu que os bandidos tinham ido embora. "Só que não consegui sair daqui porque eles levaram a chave do meu carro", explicou.
As Fiorinos ficaram estacionadas na Avenida Dona Belmira Marin, de frente para um acesso à Rua Isabel Aguiar de Campos. Segundo informações da Polícia Militar, uma delas foi localizada por volta das 4h30, abandonada na Rua Aldemar Tavares, próximo ao local do crime. Uma marreta usada pelos bandidos para quebrar a porta de vidro foi deixada em frente à agência bancária. Até às 6 horas, nenhum suspeito foi detido.
BATALHÃO DA MOOCA
COM OBRA INACABADA, PM GASTA COM ALUGUEL
Enquanto o novo batalhão da PM na Mooca (zona leste) não termina de ser construído, a instituição continua gastando por mês R$ 6.245 com o aluguel de um prédio apertado na rua Dias Leme. Além do gasto, a falta de espaço -especialmente para estacionar os carros da corporação- é a principal reclamação de quem trabalha no batalhão.
Enquanto o novo batalhão da PM na Mooca (zona leste) não termina de ser construído, a instituição continua gastando por mês R$ 6.245 com o aluguel de um prédio apertado na rua Dias Leme. Além do gasto, a falta de espaço -especialmente para estacionar os carros da corporação- é a principal reclamação de quem trabalha no batalhão.
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