sábado, 2 de maio de 2009

Bandidos fazem arrastão em prédio na zona sul de SP

Grupo invadiu 8 apartamentos na madrugada de ontem

DO "AGORA"

Uma quadrilha com cerca de 15 homens armados fez um arrastão ontem de madrugada em um prédio de classe média na região do Jabaquara (zona sul de São Paulo).
Eles invadiram oito apartamentos e renderam ao menos 14 moradores. Duas vítimas levaram tapas e coronhadas -um porque foi confundido com um policial militar e outro porque estava falando alto. As informações são do boletim de ocorrência e das vítimas.
Ninguém foi preso. Segundo os moradores, que foram mantidos em um depósito de materiais na garagem por mais de três horas, foram levados dos apartamentos laptops, joias, celulares, aparelhos eletrônicos, roupas, talões de cheque e cerca de R$ 1.000 em dinheiro.
Como o condomínio não tem câmeras de segurança, nenhuma imagem foi registrada.
De acordo com a polícia, a quadrilha chegou ao local por volta da 1h30. Eles renderam o porteiro, o amarraram com fitas adesivas e o levaram para o depósito na garagem. Depois, começaram a render cada morador que ia chegando ao condomínio -que tem 12 andares e 48 apartamentos.

Primeira vítima
A primeira vítima foi um engenheiro de 35 anos que voltava do cinema. Ele foi abordado após estacionar o carro.
"Falaram para eu ficar calmo, que não me machucariam e que só queriam dinheiro. Depois subiram comigo, roubaram meu apartamento e me trouxeram de volta, para junto do porteiro", lembra o engenheiro.
A quadrilha manteve a rotina de abordagem durante toda a madrugada. O roubo só terminou por volta das 5h.
Antes de fugir, os bandidos trancaram os moradores no depósito, os amarraram com fitas adesivas e ordenaram que eles tentassem sair somente depois de 30 minutos após a fuga.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

I Prêmio Nacional de Monografias



I Prêmio Nacional de Monografias em Segurança com Cidadania Prof. Valdemarina Bidone de Azevedo e Souza

Atiradores atacam viatura e matam dois PMs em Santo André



Policiais realizam patrulhamento quando foram surpreendidos por criminosos

Ricardo Valota - estadão.com.br

SÃO PAULO - Dois soldados da Polícia Militar foram mortos na madrugada desta quinta-feira na esquina da Avenida dos Estados com a Rua Engenheiro Olavo Alásio de Lima, na Vila Metalúrgica, em Santo André, no ABC paulista.
José Marcelo da Silva e Uemerson Silva Santos, lotados na 01ª Companhia do 10º Batalhão, foram atacados, por volta das 3 horas por ocupantes de um Vectra preto.
Os policiais faziam patrulhamento com a viatura M-10103 quando foram surpreendidos pelos criminosos, armados supostamente de fuzis ou metralhadoras. Gravemente feridos, os soldados ainda foram encaminhados ao pronto-socorro Bartira, mas não resistiram aos ferimentos e morreram. Os atiradores fugiram e até as 6 horas nenhum suspeito havia sido localizado pela polícia.



Policiais militares e civis fazem uma varredura em toda a região na tentativa de encontrar os atiradores.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Pombo que levava celular para presos é capturado no interior de SP



Ave foi encontrada no muro do CDP de Hortolândia na sexta.
Aparelho estava preso em uma bolsa improvisada nas costas do animal.
Um pombo que estava com um celular preso às costas e levaria o aparelho para presos do Centro de Detenção Provisória de Hortolândia, a 109 km de São Paulo, foi capturado por agentes de escolta e vigilância do local na sexta-feira (24).
Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), o aparelho estava preso em uma bolsa improvisada. Os agentes usaram iscas de pão para atrair a ave, que estava no muro da unidade, e capturá-la. De acordo com a SAP, foi instaurado um procedimento administrativo para apurar o ocorrido.

Outros casos
Em março, a polícia de Sorocaba, a 99 km de São Paulo, interceptou dois pombos-correio que eram usados para levar telefones celulares para dentro de presídios. As aves, com sacolas amarradas ao corpo, foram encontradas nas proximidades da Penitenciária Danilo Pinheiro. Elas não chegaram a entrar no local com os equipamentos. Com os animais, foram encontradas sacolas de pano com peças e componentes de celulares.
A mesma estratégia havia sido utilizada em junho do ano passado em Marília, a 435 km de São Paulo. Dois pombos foram localizados com uma mulher, que disse que eles seriam usados para levar alimentos aos presos. A polícia desconfiou que a entrega seria, na verdade, de drogas e celulares.

domingo, 26 de abril de 2009

1º Fórum Nacional de Gestão Pública



1º Fórum Nacional de Gestão Pública acontece no dia 30 de abril
O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão realizará no dia 30 de abril o Primeiro Fórum Nacional de Gestão Pública.
O evento tem por objetivo agregar parceiros estratégicos, firmar termos de adesão de órgãos e instituições e mobilizar servidores públicos em torno da agenda proposta pela Carta de Brasília para o aprimoramento da nova estratégia do GESPÚBLICA.
Na ocasião, será lançado o novo Portal da Gestão Pública, com a presença do Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo e do Secretário de Gestão, Marcelo Viana. O Fórum também vai marcar o início da agenda do “Ano Nacional da Gestão Pública”.

O evento, que acontecerá no Auditório do Anexo do Palácio do Planalto, terá transmissão ao vivo pela NBR e também poderá ser acompanhado pelo sítio www.gespublica.gov.br.

A segurança de SP e o esquema dos caças-níqueis

LUIS NASSIF OLINE

Os problemas de segurança, no governo José Serra, parecem uma novela sem fim. Matéria do Estadão mostra que o ex-Secretário de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, homem de confiança do governador José Serra, afastou delegado que estava trabalhando para denunciar os esquemas.

O depoimento do delegado Roberto Fernandes - que denunciou o esquema - não deixa dúvidas de que a cadeia de proteção chegava até o próprio Secretário de Segurança.

Delegado acusa Marzagão de omissão
(…) Fernandes está há 40 anos na polícia. É delegado de classe especial, o nível mais elevado da carreira, há 20 anos. Trabalhou no antigo Departamento de Ordem Política e Social (Dops) com o hoje senador Romeu Tuma (PTB-SP). Ele havia sido nomeado delegado seccional de Marília em 2007. Era então considerado um homem ligado a Marzagão. Em dezembro de 2007, foi exonerado.

As acusações de Fernandes contra integrantes da cúpula da Polícia Civil e contra Marzagão constam do depoimento que o delegado prestou em sigilo, em agosto de 2008, aos promotores do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), de Bauru, que apurava o caso em conjunto com Ministério Público Federal (MPF). Segundo o procurador da República Marcos Salati, o delegado se tornou uma das principais testemunhas da acusação. Suas informações ajudaram na decretação da prisão de 33 dos 52 réus no processo por contrabando, corrupção e formação de quadrilha contra a máfia dos caça-níqueis.

Fernandes conta que estava começando as investigações quando teve de interrompê-las, por causa de sua remoção de Marília, em outubro de 2007. O policial foi primeiramente classificado na subdelegacia-geral, em São Paulo. Ele decidiu tirar 60 dias de licença-prêmio. Foi até Bauru, sede do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-4), que comandava Marília, Jaú, Lins e outras cidades em que o delegado sabia haver arrecadação de propina da máfia do jogo.

(…) Fernandes, no entanto, contou aos promotores que, um dia depois de entregar os documentos, foi novamente removido. Desta vez, soube pelo Diário Oficial do dia 23 de janeiro de 2008 que devia deixar a subdelegacia-geral, transferido para o Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), onde assumiria a burocrática delegacia de cartas precatórias. Além disso, uma apuração preliminar foi instaurada contra ele, com base em representação de um dos delegados que acusava, o então diretor do Deinter-4, Roberto de Mello Annibal, que integrava a cúpula da polícia.

Comentário
Primeiro, houve a indicação de Lauro Malheiros Neto, como subsecretário de Segurança, para espanto dos advogados e outros membros do sistema criminal paulista. Malheiros praticamente ficou à frente da Secretaria, devido à menor experiência do secretário Ronaldo Marzagão.

Depois, começaram a pipocar denúncias sobre esquemas que estavam sendo organizados na Polícia Civil. Blogs com denúncias foram tirados do ar pelo governo do Estado.

Mais tarde, as reivindicações da Polícia Civil que resultaram em grave crise. A indecisão de Serra em negociar, a falta de jogo de cintura, fizeram com que a temperatura se elevasse gradativamente e explodisse no quebra-pau em frente o Palácio Bandeirantes, entre a Polícia Civil e a Militar.

Assustado com a repercussão do conflito, Serra imediatamente reduziu de 35 para 30 anos o período para o policial se aposentar, jogando a conta para frente. Foi na contramão de toda a discussão sobre responsabilidade fiscal x populismo.

Agora, matéria do Estadão mostra que o delegado que denunciou os esquemas de caixinha da Polícia Civil encaminhava as denúncias para o próprio Secretário Marzagão. Além de não tomar nenhuma providência, Marzagão afastou o delegado da sua base e das investigações.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Projeto de reforma do Código de Processo Penal limita recursos

da Folha de S.Paulo

O anteprojeto do novo Código de Processo Penal do país apresentado ontem no Senado propõe a restrição da quantidade de vezes que o réu poderá apresentar recursos contra decisões impostas pelo Judiciário.

O novo texto, formulado por um grupo de nove especialistas --coordenado pelo ministro Hamilton Carvalhido, do Superior Tribunal de Justiça--, foi encomendado pela Presidência do Senado para reformular o código atualmente em vigor, criado em 1941. A ideia é unificar a discussão, já que existem muitos projetos e emendas tramitando no Congresso sobre o mesmo tema: são 66 textos no Senado e 134 na Câmara.

Pela proposta, que será estudada agora por um grupo especial de 11 senadores, cada réu poderá utilizar o embargo de declaração apenas uma vez em cada uma das instâncias da Justiça pela qual o processo passar. O embargo de declaração é um recurso por meio do qual o defensor pede esclarecimentos ou complementação de uma decisão do magistrado, quer por eventual contradição ou omissão de detalhe. Atualmente, não há limites na lei para a utilização desse recurso.

A intenção dos legisladores é evitar a utilização desse instrumento como forma apenas de atrasar o processo. "Isso [a protelação desregrada] tem um efeito fatal em matéria de processo penal. Isso acaba provocando uma prescrição da própria condenação. E, com isso, o resultado é a impunidade", disse o presidente da Apamagis (Associação Paulista dos Magistrados), desembargador Henrique Nelson Calandra.

Para ele, a mudança poderá enfrentar questionamentos constitucionais, sobre o cerceamento de defesa, mas é preciso discutir. "Não podemos prestigiar tanto o direito de defesa a ponto de, em nome desse prestígio extremo, acabarmos emoldurando, sublinhando e prestigiando a impunidade."