domingo, 12 de junho de 2011
Jornal do Brasil - País - Nova lei pode liberar mais de 80 mil presos no País
Jornal do Brasil - País - Nova lei pode liberar mais de 80 mil presos no País
Mauricio Tonetto
Em menos de um mês, metade dos presos provisórios do Brasil poderá estar fora das celas, uma multidão de mais de 80 mil pessoas, número que corresponde a um Estádio do Morumbi lotado. Essa debandada pode começar a partir do dia 5 de julho, quando entram em vigor novas medidas no Código de Processo Penal (CPP), que poderão desafogar os superlotados presídios do País, mas, ao mesmo tempo, provocar uma onda de impunidade.
>> Entenda as mudanças do novo Código de Processo Penal
Conforme dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), 165 mil pessoas ocupavam as cadeias do Brasil provisoriamente até fevereiro. A vigência do novo CPP é retroativa, ou seja, vale para todos os que já estão detidos. "É possível que criminosos inafiançáveis consigam ser libertados pela interpretação da lei. Tenho mais medo da interpretação do novo código do que da própria lei. Eu arriscaria que 50% desses 165 mil serão libertados", estima o promotor David Medina da Silva, coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal do Ministério Público do Rio Grande do Sul.
Segundo o promotor, as mudanças favorecem a impunidade e o crime e não servem para desafogar as cadeias e diminuir o custo do sistema prisional do País. "Com o novo CPP, cria-se uma série de alternativas à prisão preventiva. Muitas delas já são aplicadas, mas não funcionam. É uma estrutura que demandaria outra realidade do Brasil em todos os sentidos, e somos céticos com relação a isso. São medidas bonitas, diria até ideais, mas num país onde as coisas andem bem. A ideia romântica de que vamos transformar o País a partir de uma lei e da Justiça perfeitas não existe. A criminalidade aumenta vertiginosamente e se abriu demais a possibilidade de um bandido perigoso ficar solto com esse recurso", afirmou Silva.
Para juízes, mudanças são essenciais
Rebatendo a opinião do Ministério Público, a juíza criminal Renata Gil, que também é vice-presidente de Direitos Humanos da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), afirma que "o discurso de que a prisão preventiva acabou é uma falácia". "Vai ser muito simples cumprir as medidas cautelares. Elas acompanham o anseio da sociedade, que é ver no cárcere somente pessoas que cometeram infrações graves. Essas mudanças são essenciais. Em pouco tempo, vamos conseguir aplicar o novo código e outro paradigma vai se incorporar aos nossos tribunais", aposta ela.
A nova lei deve forçar os governos a investir na fiscalização do cumprimento das restrições cautelares. Sem recursos, porém, será difícil que as mudanças no CPP, como a manutenção de criminosos em prisão domiciliar através de monitoramento eletrônico e a proibição de que eles circulem em determinadas áreas, sejam eficazes. Na outra ponta do debate, a polícia, agente que deve coibir o crime, não fecha questão sobre o assunto.
"Essa visão de que muitos bandidos vão ficar soltos é equivocada. O nosso sistema penitenciário está falido, prisão não corrige ninguém. Não é a cadeia que vai fazer com que a pessoa se regenere. A prisão preventiva deve ser para o último caso. A lei vai deixar recluso quem deve estar preso. Boa parte da polícia, sem dúvida, ficará insatisfeita, mas sempre vai haver alguém pra reclamar", ressaltou o presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, George Melão.
A prisão preventiva pode hoje ser concedida para crimes de reclusão em geral. Pela nova norma, a decretação é restrita para crimes dolosos punidos com pena privativa de liberdade máxima superior a quatro anos e só poderá ser determinada se não for possível substituí-la por nenhuma outra medida alternativa. Além disso, o juiz ou tribunal que determinou a prisão deverá reexaminar o caso, obrigatoriamente, a cada 60 dias. Se o preso não apresentar os requisitos da prisão preventiva, o juiz deverá conceder a liberdade provisória, mediante fiança, ou determinar as medidas alternativas.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
09/06/11 – EAP fará curso presencial para quem perdeu EAD que vale promoção | SIFUSPESP
09/06/11 – EAP fará curso presencial para quem perdeu EAD que vale promoção | SIFUSPESP
A Escola de Administração Penitenciária - EAP, por meio do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de ASP - CFAASP, ofereceu o "Curso de Especialização Técnico-Profissional - 2011", na modalidade à distância - EAD, para os Agentes de Segurança Penitenciária. Foi levantado pela EAP que nem todos os servidores conseguiram realizar o Curso supracitado, na modalidade à distância.
Por isso, e para que não haja prejuízo aos servidores, a EAP dará nova oportunidade para os Agentes de Segurança Penitenciária que tiveram seus nomes relacionados para fazer o Curso à distância, mas que não o fizeram, para então realizá-lo de modo presencial.
Nessa nova oportunidade, o Curso será oferecido presencialmente nos dias de folga do servidor, com dois dias de duração: Turma ímpar (17 e 21/6) ou Turma par (20 e 22/6), das 9h às 16h, com intervalo para almoço, onde será realizada a exposição das aulas gravadas em vídeo, conforme "Programação das aulas" a ser encaminhada pela EAP, bem como a aplicação aos alunos exercícios de verificação de aprendizagem a cada módulo finalizado.
Este curso será destinado aos ASPs que não participaram do Curso online e desejam participar do Curso presencial. Salientamos que esses nomes deverão estar relacionados na turma ímpar (dias 17 e 21/6) ou na turma par (20 e 22/06/11). Da mesma forma, os diaristas também deverão ser relacionados na turma impar ou par.
Os Departamentos Pessoais das unidades da Coordenadoria Central e da Coordenadoria Noroeste que ficarão responsáveis em enviar os nomes, caso você ainda não tenha feito, comunique-os.
Desde já agradecemos a colaboração de Vossa Senhoria para a concretização do "Curso de Especialização Técnico-Profissional - 2011", e nos colocamos à disposição para quaisquer esclarecimentos pelo e-mail: eap@eap.sp.gov.br.
Obs.: Só é válido para os servidores da CRC e da CRN.
A Escola de Administração Penitenciária - EAP, por meio do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de ASP - CFAASP, ofereceu o "Curso de Especialização Técnico-Profissional - 2011", na modalidade à distância - EAD, para os Agentes de Segurança Penitenciária. Foi levantado pela EAP que nem todos os servidores conseguiram realizar o Curso supracitado, na modalidade à distância.
Por isso, e para que não haja prejuízo aos servidores, a EAP dará nova oportunidade para os Agentes de Segurança Penitenciária que tiveram seus nomes relacionados para fazer o Curso à distância, mas que não o fizeram, para então realizá-lo de modo presencial.
Nessa nova oportunidade, o Curso será oferecido presencialmente nos dias de folga do servidor, com dois dias de duração: Turma ímpar (17 e 21/6) ou Turma par (20 e 22/6), das 9h às 16h, com intervalo para almoço, onde será realizada a exposição das aulas gravadas em vídeo, conforme "Programação das aulas" a ser encaminhada pela EAP, bem como a aplicação aos alunos exercícios de verificação de aprendizagem a cada módulo finalizado.
Este curso será destinado aos ASPs que não participaram do Curso online e desejam participar do Curso presencial. Salientamos que esses nomes deverão estar relacionados na turma ímpar (dias 17 e 21/6) ou na turma par (20 e 22/06/11). Da mesma forma, os diaristas também deverão ser relacionados na turma impar ou par.
Os Departamentos Pessoais das unidades da Coordenadoria Central e da Coordenadoria Noroeste que ficarão responsáveis em enviar os nomes, caso você ainda não tenha feito, comunique-os.
Desde já agradecemos a colaboração de Vossa Senhoria para a concretização do "Curso de Especialização Técnico-Profissional - 2011", e nos colocamos à disposição para quaisquer esclarecimentos pelo e-mail: eap@eap.sp.gov.br.
Obs.: Só é válido para os servidores da CRC e da CRN.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
País reforça fronteiras para combater crime organizado - Paraná-Online - Paranaense como você
País reforça fronteiras para combater crime organizado - Paraná-Online - Paranaense como você
A presidente Dilma Rousseff lançou hoje o Plano Estratégico de Fronteiras, que terá, neste ano, R$ 120 milhões. Segundo o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, os resultados do plano poderão ser conhecidos pela sociedade "por meio de indicadores" que serão divulgados periodicamente pelos Ministérios da Justiça e Defesa. Mas ele não especificou exatamente que indicadores eram estes.
Em seu discurso, a presidente Dilma anunciou que seu "compromisso com esse programa é tão grande" que escolheu o vice-presidente Michel Temer para coordenar as ações dentro do governo. "É a própria Presidência da República que assume um papel ativo no controle, na avaliação, no fornecimento de instrumentos para que este Plano seja, de fato, um plano vitorioso e vigoroso", afirmou Dilma em discurso, acrescentando que ao anunciar o plano cumpria um "compromisso de campanha" que é "dar prioridade à questão da segurança pública".
De acordo com o governo, o objetivo do plano estratégico de fronteiras é a redução dos índices de criminalidade e o enfrentamento ao crime organizado por meio da atuação integrada das instituições dos ministérios da Justiça e da Defesa, além da cooperação com os países que fazem fronteira com o Brasil. Segundo o ministro da Justiça, o plano terá por base duas operações: a Sentinela e a Ágata.
A primeira, já em funcionamento desde o início do ano passado, "será remodelada e terá caráter permanente com elevação de 100% do efetivo empregado atualmente pelo ministério" e nela atuarão em conjunto as Polícias Federal, Rodoviária Federal e a Força Nacional de Segurança, com apoio logístico das Forças Armadas. Já a Operação Ágata, explicou Cardozo, será realizada de forma pontual e com duração determinada em locais definidos como áreas que necessitam de ações naquele momento.
Foi anunciada também a criação de um Centro de Operações Conjuntas (COC), onde estarão reunidos comandantes das forças que atuam nas operações Ágata e Sentinela para fazer o planejamento e acompanhamento das ações desenvolvidas. O ministro da Justiça declarou ainda que gabinetes de gestão integrada serão criados em todos os Estados da fronteira para permitir a integração na operação com as unidades locais.
Ao falar dos 16 mil quilômetros de fronteira, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, mencionou a necessidade de integração com os países vizinhos e da troca de informações para que as operações surtam efeito. E fez um apelo aos embaixadores dos países vizinhos para que cada um deles apoie o esforço brasileiro e ajudem na integração.
Em seu discurso, Jobim assegurou que o Brasil não irá além dos limites legais para dar prosseguimento às suas ações. "Em hipótese alguma, qualquer operação de fronteira ultrapassará a fronteira do Brasil", disse Jobim, ao defender a importância das operações e lembrar que as fronteiras "não podem servir para dar proteção ao crime, mas ser usada para o combate a ele".
A presidente Dilma Rousseff lançou hoje o Plano Estratégico de Fronteiras, que terá, neste ano, R$ 120 milhões. Segundo o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, os resultados do plano poderão ser conhecidos pela sociedade "por meio de indicadores" que serão divulgados periodicamente pelos Ministérios da Justiça e Defesa. Mas ele não especificou exatamente que indicadores eram estes.
Em seu discurso, a presidente Dilma anunciou que seu "compromisso com esse programa é tão grande" que escolheu o vice-presidente Michel Temer para coordenar as ações dentro do governo. "É a própria Presidência da República que assume um papel ativo no controle, na avaliação, no fornecimento de instrumentos para que este Plano seja, de fato, um plano vitorioso e vigoroso", afirmou Dilma em discurso, acrescentando que ao anunciar o plano cumpria um "compromisso de campanha" que é "dar prioridade à questão da segurança pública".
De acordo com o governo, o objetivo do plano estratégico de fronteiras é a redução dos índices de criminalidade e o enfrentamento ao crime organizado por meio da atuação integrada das instituições dos ministérios da Justiça e da Defesa, além da cooperação com os países que fazem fronteira com o Brasil. Segundo o ministro da Justiça, o plano terá por base duas operações: a Sentinela e a Ágata.
A primeira, já em funcionamento desde o início do ano passado, "será remodelada e terá caráter permanente com elevação de 100% do efetivo empregado atualmente pelo ministério" e nela atuarão em conjunto as Polícias Federal, Rodoviária Federal e a Força Nacional de Segurança, com apoio logístico das Forças Armadas. Já a Operação Ágata, explicou Cardozo, será realizada de forma pontual e com duração determinada em locais definidos como áreas que necessitam de ações naquele momento.
Foi anunciada também a criação de um Centro de Operações Conjuntas (COC), onde estarão reunidos comandantes das forças que atuam nas operações Ágata e Sentinela para fazer o planejamento e acompanhamento das ações desenvolvidas. O ministro da Justiça declarou ainda que gabinetes de gestão integrada serão criados em todos os Estados da fronteira para permitir a integração na operação com as unidades locais.
Ao falar dos 16 mil quilômetros de fronteira, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, mencionou a necessidade de integração com os países vizinhos e da troca de informações para que as operações surtam efeito. E fez um apelo aos embaixadores dos países vizinhos para que cada um deles apoie o esforço brasileiro e ajudem na integração.
Em seu discurso, Jobim assegurou que o Brasil não irá além dos limites legais para dar prosseguimento às suas ações. "Em hipótese alguma, qualquer operação de fronteira ultrapassará a fronteira do Brasil", disse Jobim, ao defender a importância das operações e lembrar que as fronteiras "não podem servir para dar proteção ao crime, mas ser usada para o combate a ele".
terça-feira, 7 de junho de 2011
Bombeiros do Rio ganham três vezes menos que os de Brasília — Rede Brasil Atual
Bombeiros do Rio ganham três vezes menos que os de Brasília — Rede Brasil Atual
São Paulo - Bombeiros militares recém-formados em Brasília recebem três vezes mais do que os colegas do Rio de Janeiro. Os fluminenses, que figuram como o pior salário da lista (R$ 1.031), estão em campanha salarial desde o final de abril por aumento no piso salarial de para R$ 2 mil líquidos. Eles seguem acampados em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
No Rio de Janeiro, os bombeiros reivindicam também direito a vale transporte, direito não garantido. Brasília, no topo da lista, tem piso de R$ 4.129,73. Os bombeiros de Sergipe têm remuneração bruta de R$ 3.012, seguido de Goiás com R$ 2.722. São Paulo (R$ 2.170) aparece em quarto. Os dados são da Associação dos Servidores do Corpo de Bombeiros e Polícia Militar (Ascobom).
Outros estados também se encontram em campanha salarial no país. O Rio Grande do Sul, a pior remuneração da região sul, com R$ 1.172, pretende realizar assembleias com os trabalhadores. Os bombeiros militares de Minas Gerais reivindicam reajuste de 7% no salário-base (R$ 2.041.00), com o piso de R$ 4 mil para a categoria. Os bombeiros mineiros, que realizam passeata pela cidade, fazem assembleia nesta quarta-feira (8).
Em Pernambuco, os bombeiros pedem R$ 2.400 ante os R$ 1.331 de remuneração atual. Um aumento para R$ 2.100 foi previsto pelo governo do estado para o segundo semestre de 2011. Mas, eles têm realizado passeatas pela capital em conjunto com a Polícia Militar – que pedem equiparação com o salário da Polícia Civil – em reivindicação por aumento maior.
O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (DF), deputado distrital Cabo Patrício (PT), afirmou que estão sendo organizadas caravanas de bombeiros de diversos estados do país para se solidarizar com os militares presos no Rio de Janeiro. A mobilização nacional é prevista para esta quarta.
PEC 300
Em março de 2010, a Câmara aprovou em primeiro turno a PEC 446/09, que remete a lei federal que definiria piso da remuneração dos policiais civis, militares e bombeiros de todos os estados. Este piso seria de R$ 3,5 mil para os militares de menor graduação – no caso dos soldados – e de R$ 7 mil para os de maior posto. A proposta de emenda foi relançada neste ano e se tornou PEC 300, com modificações. Atualmente, enfrenta impasse para votação. Desde o início do ano, 40 deputados apresentaram requerimentos.
A situação dos bombeiros foi debatida entre os parlamentares na Alerj na tarde desta terça-feira (7). O deputado Paulo Ramos (PDT-RJ) defendeu a resolução da crise por meio de negociação com o governo estadual. "Eles (os bombeiros) estão conscientes de seus direitos. Não consigo entender a manifestação equivocada de quem procura dizer que há influência desta ou daquela corrente política e tenta acender vela pra Deus e para o Diabo", se referindo à declaração do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, sobre possíveis influências políticas no movimento grevista.
"Os bombeiros militares que estão reivindicando são as verdadeiras vítimas e não são criminosos. Eles não cometeram qualquer delito. Ao contrário, estão sendo continuadamente violentados", disse o deputado, que questionou a validade do apoio do governo à categoria. "Se nos dedicarmos à analise dos ultimos episodios, os bombeiros também se mobilizaram em torno da PEC 300 durante muito tempo do ano passado. O que fez o governo? Como a reivindicação não era destinada ao governo, deram toda a proteção", finalizou.
Os parlamentares da Alerj decidiram trancar a pauta da semana em apoio às reivindicações e aos 439 bombeiros detidos na madrugada de sábado (4).
São Paulo - Bombeiros militares recém-formados em Brasília recebem três vezes mais do que os colegas do Rio de Janeiro. Os fluminenses, que figuram como o pior salário da lista (R$ 1.031), estão em campanha salarial desde o final de abril por aumento no piso salarial de para R$ 2 mil líquidos. Eles seguem acampados em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
No Rio de Janeiro, os bombeiros reivindicam também direito a vale transporte, direito não garantido. Brasília, no topo da lista, tem piso de R$ 4.129,73. Os bombeiros de Sergipe têm remuneração bruta de R$ 3.012, seguido de Goiás com R$ 2.722. São Paulo (R$ 2.170) aparece em quarto. Os dados são da Associação dos Servidores do Corpo de Bombeiros e Polícia Militar (Ascobom).
Outros estados também se encontram em campanha salarial no país. O Rio Grande do Sul, a pior remuneração da região sul, com R$ 1.172, pretende realizar assembleias com os trabalhadores. Os bombeiros militares de Minas Gerais reivindicam reajuste de 7% no salário-base (R$ 2.041.00), com o piso de R$ 4 mil para a categoria. Os bombeiros mineiros, que realizam passeata pela cidade, fazem assembleia nesta quarta-feira (8).
Em Pernambuco, os bombeiros pedem R$ 2.400 ante os R$ 1.331 de remuneração atual. Um aumento para R$ 2.100 foi previsto pelo governo do estado para o segundo semestre de 2011. Mas, eles têm realizado passeatas pela capital em conjunto com a Polícia Militar – que pedem equiparação com o salário da Polícia Civil – em reivindicação por aumento maior.
O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (DF), deputado distrital Cabo Patrício (PT), afirmou que estão sendo organizadas caravanas de bombeiros de diversos estados do país para se solidarizar com os militares presos no Rio de Janeiro. A mobilização nacional é prevista para esta quarta.
PEC 300
Em março de 2010, a Câmara aprovou em primeiro turno a PEC 446/09, que remete a lei federal que definiria piso da remuneração dos policiais civis, militares e bombeiros de todos os estados. Este piso seria de R$ 3,5 mil para os militares de menor graduação – no caso dos soldados – e de R$ 7 mil para os de maior posto. A proposta de emenda foi relançada neste ano e se tornou PEC 300, com modificações. Atualmente, enfrenta impasse para votação. Desde o início do ano, 40 deputados apresentaram requerimentos.
A situação dos bombeiros foi debatida entre os parlamentares na Alerj na tarde desta terça-feira (7). O deputado Paulo Ramos (PDT-RJ) defendeu a resolução da crise por meio de negociação com o governo estadual. "Eles (os bombeiros) estão conscientes de seus direitos. Não consigo entender a manifestação equivocada de quem procura dizer que há influência desta ou daquela corrente política e tenta acender vela pra Deus e para o Diabo", se referindo à declaração do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, sobre possíveis influências políticas no movimento grevista.
"Os bombeiros militares que estão reivindicando são as verdadeiras vítimas e não são criminosos. Eles não cometeram qualquer delito. Ao contrário, estão sendo continuadamente violentados", disse o deputado, que questionou a validade do apoio do governo à categoria. "Se nos dedicarmos à analise dos ultimos episodios, os bombeiros também se mobilizaram em torno da PEC 300 durante muito tempo do ano passado. O que fez o governo? Como a reivindicação não era destinada ao governo, deram toda a proteção", finalizou.
Os parlamentares da Alerj decidiram trancar a pauta da semana em apoio às reivindicações e aos 439 bombeiros detidos na madrugada de sábado (4).
terça-feira, 31 de maio de 2011
Folha.com - Cotidiano - PM chefiava assaltos a caixas eletrônicos, diz Deic - 31/05/2011
Folha.com - Cotidiano - PM chefiava assaltos a caixas eletrônicos, diz Deic - 31/05/2011
A polícia afirmou nesta terça-feira que um policial militar coordenava uma quadrilha suspeita de envolvimento com os recentes ataques a caixas eletrônicos na Grande São Paulo. Neste mês ocorreram mais de 20 roubos e furtos. A onda de arrombamentos, que são feitos com o uso de maçaricos ou explosivos, tem levado comerciantes a desativar os terminais.
De acordo com o diretor do Deic (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado), Nelson Guimarães, mais de cem pessoas são suspeitas de integrar quatro grupos organizados que executaram os ataques e também outros tipos de assaltos.
Entre os investigados estão policiais militares, que atuam no esquema acobertando a ação dos criminosos. Hoje foram presos quatro PMs, um ex-PM e outros dois homens suspeitos de integrar uma das quadrilhas.
"É uma imensa rede. As quadrilhas não são isoladas, elas interagem. Há muita gente a ser investigada e presa ainda. Hoje foi só a ponta do iceberg", disse o delegado. Ele afirma que desde o início das investigações, há dois meses, 26 pessoas já foram presas --sete delas policiais.
Entre os presos de hoje, segundo Guimarães, estão dois chefes do grupo: o soldado João Paulo Vitorino de Oliveira e André Luiz Gejuiba Leite, o Andrezinho.
O soldado foi descrito como uma espécie de coordenador das ações da quadrilha. "Ele orientava a quadrilha sobre o que fazer, onde atacar", disse Guimarães.
O policial também é investigado por envolvimento, além dos ataques a caixas eletrônicos, em diversos outros casos recentes. Entre eles estão a morte de um PM na avenida do Cursino (zona sul); o assalto ao apartamento de uma aposentada no Bom Retiro (centro); e o tiroteio na região do parque Ibirapuera (zona sul) que resultou na morte de três pessoas --entre elas um vendedor de milho.
Já Andrezinho é apontado como o homem que planejava os crimes e "contratava" os outros suspeitos para a ação. Ele foi preso em um prédio de luxo próximo da rodovia Raposo Tavares.
BUROCRACIA
Segundo Guimarães, a investigação da polícia havia colhido material suficiente para que fossem concedidos ao menos 70 mandados de prisão e 70 de busca e apreensão, mas culpou "a burocracia" por ter conseguido apenas seis de prisão e 12 de busca.
Ele evitou criticar a Justiça pela dificuldade na obtenção dos mandados, mas afirmou que foi preciso a intervenção do secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, para que os ordens judiciais fossem expedidas.
Durante as investigações, ainda segundo o delegado, foram gravadas conversas entre os criminosos autorizadas pela Justiça. Há relatos da detonação de explosivos, indicações de que guarnições da PM haviam liberado áreas para assaltos e até brigas entre os próprios criminosos.
O subcorregedor da Polícia Militar, coronel Edson Silvestre, afirmou que os policiais presos têm entre 9 e 24 anos de serviços à corporação. Eles estão sendo ouvidos no Deic e serão encaminhados ao presídio Romão Gomes. Eles responderão a processo que pode levar à expulsão.
"É inconcebível a presença de PMs na prática de qualquer delito. Não pode um PM praticar os atos que justamente deveriam coibir", disse.
A reportagem não teve acesso à defesa dos presos.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Frente Parlamentar da PEC 300 será lançada nesta terça-feira na Câmara - O Globo
Frente Parlamentar da PEC 300 será lançada nesta terça-feira na Câmara - O Globo
BRASÍLIA - A Frente Parlamentar em Defesa da PEC 300 será lançada na terça-feira. No mesmo dia, será realizada audiência pública na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado para discutir a proposta, que estabelece piso salarial nacional para policiais e bombeiros dos estados.
A audiência foi sugerida pela deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), pelo autor da PEC 300, deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), e pelo deputado Delegado Protógenes (PCdoB-SP). Os parlamentares também propõem que 31 de maio se torne o Dia da Valorização dos Profissionais da Segurança Pública.
O Delegado Protógenes afirmou que a criação da frente parlamentar é importante para priorizar a segurança pública, ao lado da saúde e da educação:
- Essa discussão prioritária se passa na uniformização de um piso mínimo nacional de salário para os policiais militares, trazendo a realidade também de mais verbas orçamentárias para o segmento da segurança pública.
A PEC 300 tramita em conjunto com a PEC 446, cujo texto principal foi aprovado em primeiro turno em março de 2010. Esse texto estabelece que o piso nacional será definido em lei federal posterior. Além disso, prevê um piso provisório (entre R$ 3,5 mil e R$ 7 mil) até que a lei entre em vigor. O plenário ainda precisa votar quatro destaques que modificam a proposta aprovada.
Ainda no ano passado, o governo anunciou que era contra o piso provisório e que iria propor um novo texto para a PEC.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/05/30/frente-parlamentar-da-pec-300-sera-lancada-nesta-terca-feira-na-camara-924559858.asp#ixzz1NqTRrXgx
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BRASÍLIA - A Frente Parlamentar em Defesa da PEC 300 será lançada na terça-feira. No mesmo dia, será realizada audiência pública na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado para discutir a proposta, que estabelece piso salarial nacional para policiais e bombeiros dos estados.
A audiência foi sugerida pela deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), pelo autor da PEC 300, deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), e pelo deputado Delegado Protógenes (PCdoB-SP). Os parlamentares também propõem que 31 de maio se torne o Dia da Valorização dos Profissionais da Segurança Pública.
O Delegado Protógenes afirmou que a criação da frente parlamentar é importante para priorizar a segurança pública, ao lado da saúde e da educação:
- Essa discussão prioritária se passa na uniformização de um piso mínimo nacional de salário para os policiais militares, trazendo a realidade também de mais verbas orçamentárias para o segmento da segurança pública.
A PEC 300 tramita em conjunto com a PEC 446, cujo texto principal foi aprovado em primeiro turno em março de 2010. Esse texto estabelece que o piso nacional será definido em lei federal posterior. Além disso, prevê um piso provisório (entre R$ 3,5 mil e R$ 7 mil) até que a lei entre em vigor. O plenário ainda precisa votar quatro destaques que modificam a proposta aprovada.
Ainda no ano passado, o governo anunciou que era contra o piso provisório e que iria propor um novo texto para a PEC.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/05/30/frente-parlamentar-da-pec-300-sera-lancada-nesta-terca-feira-na-camara-924559858.asp#ixzz1NqTRrXgx
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domingo, 29 de maio de 2011
Envolvimento da classe média com o tráfico eleva número de presos
SÃO PAULO - O número de presos com curso superior tem crescido ano a ano no sistema carcerário brasileiro. Dados do Ministério da Justiça mostram que as penitenciárias brasileiras receberam 122% a mais de detentos com terceiro grau completo entre 2005 e 2010. No mesmo período, a população carcerária aumentou em ritmo bem menor, 30%. O aumento de traficantes da classe média é um dos principais fatores
Para especialistas no assunto, o aumento de presos com grau universitário se deve a dois fatores. Nos últimos anos, a Justiça Federal condenou vários réus envolvidos nos chamados crimes do colarinho branco, como fraudes em licitações, corrupção e desvio de dinheiro público. São prisões feitas a partir de ações desencadeadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria da República.
- São ações contra crimes econômicos e tributários, mas são coisas pontuais na Justiça Federal. Não é algo comum nos Estados - diz o juiz Luciano Losekann, coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização Carcerária do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O principal fator, porém, está relacionado ao envolvimento da classe média no tráfico de drogas. De acordo com juristas, jovens, com poder aquisitivo e boa formação escolar, têm se envolvido cada vez mais com o tráfico.
Há dois meses, a polícia prendeu três pessoas, entre elas dois universitários, acusados de tráfico de drogas na Grande São Paulo. Na região da Cracolândia, no centro da capital, um estudante de Direito foi preso com 11 quilos de crack e duas submetralhadoras. A droga seria vendida na mesma região. Em Guarulhos, na região metropolitana, dois jovens foram presos, entre eles um estudante de Química. Com eles a polícia encontrou 3,5 quilos de cocaína e 65 litros de substâncias usadas no preparo de lança-perfume que seria vendido no Carnaval.
- Esses jovens atuam como chefes de quadrilhas ou traficantes avulsos que vendem a droga para um círculo de amigos próximos. Quando estão viciados, furtam e roubam para comprar a droga - diz o jurista e mestre em Direito Penal, Luiz Flávio Gomes.
Apesar desse aumento, a prisão de um cidadão de classe média, com curso superior e boa condição financeira continua sendo uma situação mais complicada para a Justiça. Os números do Ministério da Justiça mostram que apenas 0,4% do total de detentos no Brasil têm curso superior. Em 2005, não passavam de 0,2%.
É o caso do jornalista Antonio Pimenta Neves, de 74 anos, preso pela morte da ex-namorada, a também jornalista Sandra Gomide. Até chegar ao presídio de Tremembé, nesta semana, passaram-se 11 anos da morte de Sandra Gomide. A defesa do jornalista entrou com pelo menos 20 recursos na Justiça.
O caso gerou manifestações de vários juristas e do próprio presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, que defende que os processos sejam encerrados e executados na segunda instância, só sendo analisados por instâncias superiores, se houver um recurso extra.
- Nossa legislação abre todas as brechas para quem pode pagar um bom advogado. Se o caso do ex-presidente do FMI (Dominique Strauss-Kahn, preso nos Estados por agressão sexual a uma camareira) tivesse ocorrido no Brasil, ele estaria solto, certamente - afirma César Mattar Júnior, presidente da Associação Nacional dos membros do Ministério Público (CONAMP).
Para especialistas no assunto, o aumento de presos com grau universitário se deve a dois fatores. Nos últimos anos, a Justiça Federal condenou vários réus envolvidos nos chamados crimes do colarinho branco, como fraudes em licitações, corrupção e desvio de dinheiro público. São prisões feitas a partir de ações desencadeadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria da República.
- São ações contra crimes econômicos e tributários, mas são coisas pontuais na Justiça Federal. Não é algo comum nos Estados - diz o juiz Luciano Losekann, coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização Carcerária do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O principal fator, porém, está relacionado ao envolvimento da classe média no tráfico de drogas. De acordo com juristas, jovens, com poder aquisitivo e boa formação escolar, têm se envolvido cada vez mais com o tráfico.
Há dois meses, a polícia prendeu três pessoas, entre elas dois universitários, acusados de tráfico de drogas na Grande São Paulo. Na região da Cracolândia, no centro da capital, um estudante de Direito foi preso com 11 quilos de crack e duas submetralhadoras. A droga seria vendida na mesma região. Em Guarulhos, na região metropolitana, dois jovens foram presos, entre eles um estudante de Química. Com eles a polícia encontrou 3,5 quilos de cocaína e 65 litros de substâncias usadas no preparo de lança-perfume que seria vendido no Carnaval.
- Esses jovens atuam como chefes de quadrilhas ou traficantes avulsos que vendem a droga para um círculo de amigos próximos. Quando estão viciados, furtam e roubam para comprar a droga - diz o jurista e mestre em Direito Penal, Luiz Flávio Gomes.
Apesar desse aumento, a prisão de um cidadão de classe média, com curso superior e boa condição financeira continua sendo uma situação mais complicada para a Justiça. Os números do Ministério da Justiça mostram que apenas 0,4% do total de detentos no Brasil têm curso superior. Em 2005, não passavam de 0,2%.
É o caso do jornalista Antonio Pimenta Neves, de 74 anos, preso pela morte da ex-namorada, a também jornalista Sandra Gomide. Até chegar ao presídio de Tremembé, nesta semana, passaram-se 11 anos da morte de Sandra Gomide. A defesa do jornalista entrou com pelo menos 20 recursos na Justiça.
O caso gerou manifestações de vários juristas e do próprio presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, que defende que os processos sejam encerrados e executados na segunda instância, só sendo analisados por instâncias superiores, se houver um recurso extra.
- Nossa legislação abre todas as brechas para quem pode pagar um bom advogado. Se o caso do ex-presidente do FMI (Dominique Strauss-Kahn, preso nos Estados por agressão sexual a uma camareira) tivesse ocorrido no Brasil, ele estaria solto, certamente - afirma César Mattar Júnior, presidente da Associação Nacional dos membros do Ministério Público (CONAMP).
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