domingo, 11 de dezembro de 2011

Após 25 anos de reiteradas fraudes governo de SP terceiriza concursos para policiais civis « Jornal Flit Paralisante

Após 25 anos de reiteradas fraudes governo de SP terceiriza concursos para policiais civis « Jornal Flit Paralisante

Após suspeitas de fraudes, governo terceiriza concursos para policiais

Empresas serão responsáveis por aplicar provas para quem quer ingressar na Polícia Civil

Após uma série de suspeitas de fraudes, o governo de São Paulo decidiu terceirizar a realização dos próximos concursos para contratar policias civi

Até agora, eram os próprios policiais os responsáveis pelos concursos de todas as carreiras civis – incluindo da Polícia Científica. Os concursos da Polícia Militar já são feitos por empresas contratadas. Para a carreira de oficial, por exemplo, as vagas são disputadas no vestibular da Fuvest.

As mudanças nos concursos da Polícia Civil ocorreram após uma série de reportagens publicadas pela Folha, entre 2009 e 2010, que revelou irregularidades em ao menos dois concursos.

Em um deles, para contratação de fotógrafo, a reportagem registrou em cartório o nome de candidatos que seriam aprovados, oito dias antes do resultado final.

Entre os beneficiados estavam o sobrinho do então diretor do IC (Instituto de Criminalística), José Domingos Moreira das Eiras, que acabou afastado do cargo após a publicação da reportagem.

Em outro caso revelado pela Folha, o perito Osvaldo Negrini Neto era acusado por seis integrantes da banca do concurso para peritos, de 2005, de vender gabaritos e incluir irregularmente reprovados na lista de aprovados.

Negrini era o número dois do instituto na época da publicação da reportagem. Eles negam as irregularidades.

De acordo com o atual diretor da Academia de Polícia, Paulo Bicudo, as mudanças atendem às novas legislações aprovadas em outubro e à orientação do delegado-geral, Marcos Carneiro Lima.

Ainda segundo ele, empresas renomadas serão contratadas para realização das provas escritas e os testes psicológicos. Aos policiais, caberá a realização de exames de aptidão física e a investigação social (para saber sobre a vida pregressa de candidatos), funções que não podem ser delegadas às empresas.

PROVA ORAL

De todas as carreiras, segundo Bicudo, apenas a de delegado continuará a ter prova oral. Isso porque, segundo ele, trata-se de uma carreira jurídica – como as de promotor e magistrado.

Para policiais ouvidos pela Folha, na prova oral ocorriam as principais irregularidades. Candidatos eram reprovados de acordo com a vontade dos policiais da banca. Não cabia recursos nessa fase da seleção.

Bicudo diz que o principal motivo da mudança é dar “agilidade e modernidade” aos concursos, que cada vez têm mais candidatos.

“Muitas pessoas sérias passaram pela academia e fizeram concursos absolutamente corretos. Problemas de vazamento ocorrem em todos os lugares, com utilização de empresas terceirizadas ou não. Estamos contratando empresas sérias justamente para que isso não ocorra.”

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Desinteligência Policial: Guardas são detidos após abordar policial civil em shopping em SP

Jornal do Brasil - País - Guardas são detidos após abordar policial civil em shopping em SP

Um policial civil e dois guardas civis municipais foram parar na delegacia na noite de domingo após uma confusão no Shopping Boa Vista, em Santo Amaro, zona sul da capital paulista. O agente civil estava de folga, passeando com a mulher e os filhos, quando uma pessoa notou, no banheiro, que ele estava armado e alertou a segurança. Os seguranças o abordaram e disseram que ele se recusou a mostrar a identificação. A Guarda Civil Municipal foi chamada e, segundo a mulher do policial, o marido foi ameaçado pois disse que só se identificaria para outro policial. As informações são do Bom Dia SP.

Nas imagens registradas pela mulher do policial, é possível ver quando o agente se aproxima de um dos guardas e é empurrado. O advogado de defesa também disse que o cliente foi constrangido pelos guardas. "(Os guardas) começaram a impedir que ele transitasse pelo ambiente. Quando chegou a PM, ele se identificou prontamente", contou Gustavo Bonelli. Após o policial civil se identificar, os PMs deram voz de prisão aos guardas, que foram levados à delegacia. Lá, eles assinaram um termo circunstanciado e foram liberados. A GCM e o advogado do policial civil vão pedir as imagens do circuito interno do shopping para apurar o caso.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Não há ação da polícia, apenas política de segurança pública - Paula Miraglia - iG

Abaixo um texto primoroso da antropóloga Paula Miraglia que analisa o conflito entre estudantes da USP e a PM. Há, lamentavelmente aqueles que se aproveitam da situação para tranforma esse conflito em questão ideologica jogando no colo da esquerda alguns usuario de drogas. Usam uma linguagem maniqueísta que transforma o bem em mal e vice-versa. Querem confudir a opinião pública.

Do IG

Não há ação da polícia, apenas política de segurança pública
Debates sobre a USP evidenciam falta de projeto de segurança pública capaz de lidar com a situação adequadamente


Sou a favor da presença da polícia na USP, porque sou a favor da polícia em qualquer espaço público. A polícia é (ou pelo menos deveria ser) um dos instrumentos para a garantia e promoção da segurança. Mas sou contra a violência ou outros tipos de abusos praticados pela polícia, seja na USP ou em outro lugar.

O debate sobre os acontecimentos na USP não se limita à presença ou não da PM, ainda que essa seja a questão que encarne uma série de contradições e impasses. Ele evidencia como falta um projeto de segurança pública capaz de lidar adequadamente com situação. Em primeiro lugar, falta uma política específica para um espaço como a universidade. O câmpus é enorme, repleto de ambientes abertos, com péssima iluminação. A ocupação e frequência variam de acordo com as áreas e os horários do dia e da noite. Esses e mais outros tantos elementos foram considerados na elaboração de um plano de segurança para a universidade?

Os diagnósticos participativos fazem parte das políticas mais modernas de prevenção ao crime. Em algum momento a comunidade universitária foi consultada? Certamente alunos, professores e funcionários aportariam informações relevantes sobre áreas mais vulneráveis, melhorias a serem empreendidas e soluções que viessem a complementar a presença da PM que, como sabemos, sozinha nunca dará conta do problema.

Mas extrapolando os limites da universidade, também falta uma política clara em relação à aplicação da lei no que se refere aos usuários de drogas. Não se trata de pedir discricionariedade aleatória à polícia, isso seria um retrocesso sem tamanho. A luta dos movimentos sociais no Brasil sempre foi pela aplicação da lei de forma a não tratar uns como mais iguais do que outros.

Isso não significa, no entanto, que a polícia não tenha escolhas a fazer. Recentemente, a polícia de Nova York circulou um comunicado interno instruindo os policiais a não prenderem pessoas com pequenas quantidades de maconha. A decisão foi tomada quando a polícia fez as contas. Prender usuários custava muito para o Estado e contribuía pouco ou quase nada para a redução da criminalidade.

Esse é apenas um exemplo de como a segurança tem que ser tratada como qualquer outra política pública. Ou seja, deve acompanhar as transformações sociais, contar com planejamento, alocar recursos de acordo com as prioridades, estabelecer metas que tenham como objetivo prevenir e reduzir a criminalidade e não simplesmente a punição.

A atividade policial não pode ser avaliada a não ser quando vinculada a uma política de segurança pública cuja elaboração está a cargo também da polícia, mas não apenas dela.

Tenho certeza de que a Polícia Militar tem prioridades. Resta saber se elas fazem parte da política de segurança pública de São Paulo.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Manifesto pela Reforma prisional no Brasil organiza abaixo-assinado a partir da internet




Manifesto pela Reforma prisional no Brasil quer reunir 30 mil assinaturas para implantar uma nova reforma no sistema prisional brasileiro. A Iniciativa é do Blog SERVIDORES PENITENCIÁRIOS DO ESTADO DE SÃO PAULO.

Mais de 73 pessoas já assinaram só falta você


O Manifesto pela Reforma prisional no Brasil, vinculado ao blog SERVIDORES PENITENCIÁRIOS DO ESTADO DE SÃO PAULO , pretende reunir 30 mil assinaturas em um abaixo-assinado para a criação de uma reforma prisional no Brasil.

Atualmente, o documento tem 673 nomes de pessoas que querem ajudar a fazer uma reforma nas diretrizes da política criminal e penitenciária.

A falta de infra-estrutura e o total descaso dos nossos governantes tem contribuído de forma significativa para a transformação das penitenciárias brasileiras em verdadeiras "escolas do crime"

Não há mais como se negar que o sistema penal brasileiro está falido.

ASSINE AQUI

sábado, 8 de outubro de 2011

Crime do vigia: falhas na formação expõem insegurança em bancos

Hermano Freitas
Direto de São Paulo

Para o vice-presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada (Sesvesp), João Palhuca, a atuação do vigilante que matou na segunda-feira passada um cliente do banco, em São Bernardo do Campo, região do ABC Paulista, mostrou o despreparo e a violação das regras estipuladas pelos cursos de formação da atividade. "Os cursos de qualificação ensinam que o vigilante só pode sacar a arma para reagir quando avistou uma arma na mão do agressor", afirma Palhuca.

A ação descontrolada do segurança pode ter sido atribuída em parte à baixa instrução, uma realidade latente no setor. O problema é admitido tanto pela entidade nacional dos trabalhadores quanto pela agremiação paulista das empresas que os contratam. A lei obriga que o interessado em um curso básico para exercer a profissão de vigia tenha no mínimo até a quarta série do primário, enquanto a Confederação Nacional dos Trabalhadores Vigilantes acredita que o ensino médio seria o requisito mais razoável. O sindicato patronal admite que a escolaridade ainda é baixa, mas aponta escassez da mão de obra para apontar a complexidade de aumentar esta exigência.

Para trabalhar, os vigilantes precisam ter registro em uma empresa do setor, com certificado de conclusão do curso de formação e Carteira Nacional de Vigilante expedida pela Polícia Federal. Além disso, também é obrigatório ser aprovado por avaliações anuais de saúde física e psicológica e cursos de reciclagens a cada dois anos. O vigilante precisa ter ficha limpa, sem inquérito criminal aberto contra si.

Existem atualmente em atividade regular 800 mil vigilantes em atividade no País. Contados os que se estimam que estejam na informalidade este número salta para 1,5 milhão de homens armados fazendo a atividade de escolta armada de pessoas, lugares ou carros-fortes. Para efeito de comparação, o efetivo é aproximadamente o mesmo que o do Exército norte-americano. Dos vigilantes legais, 140 mil hoje atuam em São Paulo, maior Estado da federação. Mas falta gente, de acordo com Palhuca, o setor sofre com escassez de mão de obra e tem dificuldade para contratar.

"Desde que começou a ser contestada a jornada de 12 horas, que era cumprida até 4 ou 5 dias seguidos, e foi instituído o descanso de 36 horas depois, foi necessário contratar muita gente e falta profissional", diz Palhuca. O crescimento foi de aproximadamente 40 mil homens em um período de cerca de 5 anos no Estado. A falta de profissionais e a abrangência nacional da lei que regulamenta a atividade dificulta que a escolaridade mínima exigida cresça. "A baixa escolaridade não é um problema específico de São Paulo, mas se você considerar que a lei é nacional e precisa valer também para estados onde a escolaridade média da população é menor, entende que isso pode ser uma dificuldade", disse.

O presidente da Confederação dos Vigilantes considera a formação da categoria "genérica" e remuneração "insuficiente". Segundo José Boaventura, o teto salarial nacional é de R$ 1.200 no Distrito Federal, Estado que mais paga. Em São Paulo, o valor médio dos salários é de R$ 966 para o vigilante básico. O valor pode chegar a R$ 2 mil para o segurança com nível de "fiel de valores", ou seja, responsável por uma equipe de vigilantes patrimoniais de um carro-forte. De acordo com Boaventura, os cursos de formação hoje tem uma duração de 160 horas/aula, enquanto a categoria defende um curso de 300 horas/aula. ""Consideramos hoje a formação genérica, defendemos que melhore e as convenções coletivas obrigam a que a empresa arque com este curso", disse. Em 2012, a reivindicação salarial dos trabalhadores será para um teto de R$ 3 mil.

Para Boaventura, a ação do vigia que resultou na morte do fiscal Sandro Antônio Cordol, 33 anos, não está relacionada somente à baixa escolaridade e salários deficitários. O dirigente aponta que a falha foi do banco, uma vez que o segurança já havia registrado uma reclamação a respeito de um atrito anterior que teria tido com o cliente. "A providência correta teria sido transferir o segurança ou coloca-lo em um tratamento psicológico para saber o que se passava naquela situação específica", diz Boaventura. O dirigente sindical aponta a omissão das agências em informar aos clientes sobre o correto funcionamento das portas-giratórias. De acordo com ele, fica a cargo do vigilante administrar o conflito com clientes que tem a entrada barrada.

O Terra entrou em contato com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para que se posicionasse sobre o assunto, mas a entidade não deu resposta até a publicação da reportagem.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Ato lembra 19 anos de Massacre do Carandiru | Agência Brasil

Ato lembra 19 anos de Massacre do Carandiru | Agência Brasil

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – Dezenas de entidades da sociedade civil realizaram no final da tarde de hoje (2) um ato para lembrar os 19 anos do assassinato de 111 presos que cumpriam pena na Casa de Detenção de São Paulo, no bairro do Carandiru, conhecido como Massacre do Carandiru.

No dia 2 de outubro de 1992, cerca de 360 policiais invadiram, durante uma rebelião, a Casa de Detenção e mataram, com uso de metralhadoras, fuzis e pistolas, 111 presidiários. A ação dos policiais é considerada um dos mais violentos casos de repressão a rebelião em presídios.

O ato de hoje foi realizado no Parque da Juventude, no mesmo local da antiga Casa de Detenção, implodida em 2002.

“O massacre não terminou e continua em nossas periferias com chacinas de população de rua e pessoas pobres. Com o ato de hoje, queremos dar início a uma grande discussão, durante todo o ano, até completar os 20 anos do massacre, sobre a segurança que temos e a segurança que queremos”, destacou o padre Valdir João Silveira, coordenador nacional da Pastoral Penitenciária.

Na última sexta-feira (30), o Tribunal de Justiça de São Paulo negou recurso da defesa e decidiu manter a decisão de levar a júri popular os 76 acusados pelo massacre. Único acusado do crime na penitenciária julgado até agora, o coronel Ubiratan Guimarães, foi inocentado. Ele era o comandante da corporação à época e foi assassinado em 2006.

Edição: João Carlos Rodrigues

sábado, 1 de outubro de 2011

A privatização da segurança | Brasilianas.Org

A privatização da segurança | Brasilianas.Org

Enviado por luisnassif, sab, 01/10/2011 - 11:00
Por Gilberto _

Má idéia...

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0110201101.htm

São Paulo, sábado, 01 de outubro de 2011

Plano libera uso de guarda privada em prisões e ônibus

Governo defende uso de segurança particular armada para liberar PMs

Projeto do Ministério da Justiça permite ainda contratar empresa para a vigilância de eventos, como shows e jogos

CATIA SEABRA
DE BRASÍLIA

O governo federal quer permitir a contratação de empresa privada para serviços de segurança armada em presídios, transportes coletivos e em eventos, como jogos de futebol e shows.
Chamado "estatuto da segurança privada", o projeto foi apresentado pelo Ministério da Justiça a empresas e sindicato do setor.
Pela proposta, as empresas poderão atuar na segurança patrimonial dos presídios -inclusive para agente de muralha- mas não assumiriam o papel de carcereiros.
Elaborado sob medida para realização dos Jogos Olímpicos e para a Copa, o texto atribui ao organizador de eventos a responsabilidade pela segurança interna nos estádios e praças de show.
A intenção seria liberar os PMs hoje dedicados à segurança de jogos e estádios.
O texto autoriza, em até 49%, a participação de capital estrangeiro nas empresas. Hoje, está proibido.
Um dos responsáveis pelo texto, Guilherme Vargas, da Polícia Federal, explica que a intenção é atualizar regulamentação do setor, de 1983.
Frisando que a proposta ainda está em discussão, Vargas afirma que, na prática, as empresas já exercem as atividades previstas no projeto. Mas não há regulamentação.
Segundo ele, o estatuto é discutido desde 2007. Mas o governo decidiu enviá-lo ao Congresso até o fim do ano.
A intenção, diz Vargas, é que as empresas privadas tenham ação complementar à dos órgãos de segurança.
Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Vigilância, hoje existem 2.000 empresas no país.

INSATISFAÇÃO GERAL
A proposta de privatizar a segurança em ambientes públicos deriva da insatisfação geral com a segurança pública, diz Gláucio Soares, professor e pesquisador da Uerj.
"Diante disso, há duas possibilidades: investir pesado na segurança pública ou especificamente na privada, que acarreta alguns riscos, entre eles fugir ao controle. "
A ideia do governo é boa, diz Luís Sapori, coordenador do centro de pesquisa em segurança pública da PUC-MG.
"O aparato público não tem condições de estar presente em todas as situações do dia a dia ", disse.
Já para o diretor-executivo da Transfretur (sindicato das empresas de transporte por fretamento de SP), Jorge Miguel dos Santos, "essa não é uma exigência do mercado".
"É evidente que há algumas rotas que têm incidência de assalto, mas mesmo assim não justificaria [a contratação de seguranças]. O que é preciso é mais polícia nas estradas nesses trechos", diz.

Colaboraram JOHANNA NUBLAT, de Brasília, e REYNALDO TUROLLO JR.



comentario do Blog

Quando diante de noticia como essa, alguns leitores radicais que acham que seria uma ótima idéia o governo federal pudesse autorizar a contratação de empresa privada para serviços de segurança. Muitos acham que projeto deveria ser regulamentado e que a ação complementaria os órgãos de segurança. Trata-se de una tese de tamanho primarismo que até dispensa comentário inteligente.
Pois bem: quem trabalha com segurança pública precisam ser constantemente fiscalizados. Ocorre que não há fiscalização nem para nossos policiais, quem dirá para a segurança privada
Abaixo assinado MANIFESTO PELA REFORMA PRISIONAL NO BRASIL lhttp://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N13840