segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Identificação genética de criminosos



A pauta desta semana da CCJ do Senado ainda tem projeto de Ciro Nogueira (PP-PI) que estabelece a identificação genética para condenados por crime hediondo. Se o projeto virar lei, o Estado terá de colher o DNA do condenado e armazená-lo em um banco de dados. A autoridade policial, federal ou estadual poderá requerer ao juiz competente, no caso de inquérito instaurado, o acesso a esse banco de identificação genética.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Globo News - “A violência policial é a negação da eficiência”, diz Nancy Cardia

Globo News - “A violência policial é a negação da eficiência”, diz Nancy Cardia

A coordenadora do núcleo de estudos de violência da USP afirmou que a população frequentemente confunde violência com eficiência.

Dez policiais militares, suspeitos de não socorrer a tempo dois assaltantes baleados, na Zona Leste de São Paulo, tiveram a prisão administrativa decretada. Um dos bandidos morreu. Um vídeo serviu como base para o pedido. Nas imagens, os policiais aparecem xingando e agredindo os homens que tinham invadido uma metalúrgica.

Para falar sobre abuso policial, o Jornal Globo News – Edição das 10h recebeu Nancy Cardia, coordenadora do núcleo de estudos de violência da USP. Segundo Nancy Cardia, a questão da impunidade tem um lado perverso no Brasil. A população apoia atos violentos, entendendo que é uma solução rápida e definitiva para o problema, mas quando ela apoia essa violência, ela está minando a possibilidade de ela acreditar nesta mesma polícia.

Para Nancy, não há policia no mundo que consiga resolver crimes sem o auxilio da população. Mas, para a população passar informações que auxiliem a polícia, ela precisa confiar que a polícia fará bom uso e que a própria população não será colocada em risco, pelo fato de estar passando a informação.

Nancy afirmou que a adoção de práticas violentas pela policia é a certeza de que teremos mais violência no dia seguinte. A população confunde violência com eficiência, quando na verdade, a violência é a negação da eficiência.

De acordo com a coordenadora do núcleo de estudos de violência, os estados brasileiros, de um modo geral, têm aumentado consideravelmente o investimento em segurança publica. Nancy ressaltou que um grande indicador dos problemas da polícia é a resistência que ela tem às reformas, mas que apesar de tudo, a imagem das polícias para a população tem melhorado.

DIREITOS HUMANOS: COISA DE POLÍCIA

Imagens mostram bandidos supostamente baleados após troca de tiros com policiais. Secretário Antônio Ferreira Pinto determinou imediata apuração do caso

Por Erivaldo

Quando diante de noticia como essa há leitores muitos radicais que acham que ladroes em confronto com a Polícia Militar devem morre. É comum os leitores radicalizarem quando o assunto envolve ações policiais, muitos leitores reagem com fígado. Muitos leitores erroneamente avaliam a policia de uma forma maniqueísta, onde o policial é o bem e, portanto o bandido é o mal, ou seja, dois princípios opostos.
Ora, uso legítimo da força não se confunde, contudo, com truculência, e isso já nos ensinou Ricardo Balesteri no curso de DH para policias do Ministério da Justiça. Durante muitos anos, a comunidade de Direitos Humanos têm denunciado os desvios. Há policiais ainda hoje que não entenderam a necessidade intrínseca de mudança de seus conceitos. Sabe-se que no estado de São Paulo há muitos policiais que fazem uso da truculência para intimidar bandidos, mas felizmente não são a maioria com opiniões e ações pouco democráticas na defesa da sociedade. O policial é antes de tudo um cidadão, e na cidadania deve nutrir sua razão de ser.

Alckmin quer punir PMs que xingaram homens baleados - saopaulo - saopaulo - Estadão

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, classificou de ato criminoso a conduta dos policiais militares que aparecem em um vídeo insultando e ameaçando dois homens baleados que tentaram assaltar uma metalúrgica. De acordo com Alckmin, as imagens são de 2008, mas a corporação investiga se o vídeo já era de conhecimento dos policiais. Ele disse que quer os culpados "rigorosamente punidos". "Esse vídeo mostra um ato criminoso e estamos verificando o caso", afirmou o governador em entrevista coletiva, após anunciar a redução dos índices de mortalidade de crianças no Estado, no Hospital Infantil Cândido Fontoura, na zona leste da capital paulista.

Veja também:
link PM investiga 10 policiais por vídeo violento gravado em maio de 2008

Alckmin disse ser difícil não haver nenhum desvio de conduta entre policiais, considerando que cerca de 140 mil pessoas fazem parte da Polícia Militar, da Policia Civil e da Polícia Científica em São Paulo. Ele defendeu punições mais rápidas aos culpados e maior rigor no ingresso de servidores na força policial por meio dos concursos públicos. "O problema é a demora na punição, e precisamos também de maior rigor no ingresso dos policiais".

Além do anúncio da redução nos índices de mortalidade de crianças no Estado, o governador minimizou também o aumento no número de homicídios dolosos verificados nos meses de junho e julho no Estado e descartou a possibilidade de os índices voltarem aos patamares acima de 10 casos por cem mil habitantes, mínimo aceito pela Organização Mundial de Saúde (OMS). "O Brasil tem um índice de 25 homicídios por cem mil habitantes e São Paulo, pouco menos de dez. E vamos continuar abaixo de dez", afirmou Alckmin. O aumento desse tipo de crime foi de 4,05% em junho e de 20,1% em julho, em relação aos mesmos meses de 2010.

ROUBO DE CARROS BATE RECORDE EM SÃO PAULO

Jornal da Tarde

ELVIS PEREIRA
FABIANO NUNES
GIO MENDES
Julho foi o mês com mais roubos e furtos de carros este ano na capital. Em pleno período de férias, criminosos levaram 7.190 carros, motos e caminhões, 2,6% a mais em relação a março, até então o pior mês de 2011. Se a comparação for com a média mensal (6.723 casos), o índice é 6,9% superior. Especialistas avaliam o quadro como preocupante e o atribuem à falta de investigação. A Polícia Civil, por sua vez, culpa o crescimento da frota, enquanto a Militar ainda tenta descobrir a causa.

A Vila Clementino, na zona sul, apresentou o pior cenário. No bairro, 213 pessoas perderam seus veículos, quase sete por dia. A região se enquadra no perfil dos locais cobiçados por ladrões: reúne faculdades, colégios, hospitais e shopping.

Histórias de vítimas ali são comuns. “Cheguei às 7 horas e deixei na rua. Por volta das 10 horas, o carro não estava mais lá”, conta a técnica de laboratório Talita Martins, de 25 anos, cujo Celta sumiu na Rua Loefgren. Como o carro era segurado, ela já está com outro. “Mas não venho mais trabalhar de carro. Não há onde estacionar e se deixar na rua serei roubada de novo”, disse, enquanto caminhava em direção ao metrô.

“É um grande desafio para a polícia”, afirma o coronel da reserva da PM José Vicente da Silva, ex-secretário Nacional de Segurança Pública. “Metade dos carros roubados ou furtados é abandonada. Mas a outra metade evapora e precisa de um trabalho de investigação, pois eles são adulterados ou levados para desmanche.”

“É um número alto”, observa o consultor de segurança Carlos Alberto de Camargo, ex-comandante geral da PM paulista. “As delegacias dispõem de poucos recursos para fazer investigação. E é um crime organizado, que tem de olheiro a receptador.”

O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Marcos Carneiro Lima, reconhece a necessidade de apertar o cerco contra ladrões, sobretudo nos desmanches, e disse que a situação deverá se reverter. “Houve um desvio (em julho), mas a tendência será de equilíbrio para, futuramente, decrescer.”

Roubo e furtos de veículos são crimes difíceis de se apurar, diz o delegado. “Porque no primeiro momento já some o objeto do crime.” Ele ressaltou, ainda, a necessidade de parte dos donos de veículos mudar de comportamento. “É uma questão até cultural: as pessoas insistem em comprar peça barata sem nota fiscal em local clandestino. O cidadão que faz isso é motivador do crime.”

Segundo o coronel Alvaro Batista Camilo, comandante-geral da PM, a corporação não identificou o motivo do recorde. “Essa é uma época em que os casos deveriam diminuir, pois é mês de férias escolares. Roubos e, principalmente, furtos de veículos acontecem nos entornos das faculdades. Em julho, as pessoas acabam indo para áreas de veraneio e esse tipo de crime deveria ser menor.”

A saída das pessoas pode ter sido compensada pela expansão da frota, segundo o delegado Marcos Carneiro. “Hoje, já há trânsito até no mês de férias.” Em comparação a janeiro, houve mais roubos e furtos em 65 das 93 delegacias paulistanas. Não é possível comparar o cenário com julho de 2010, pois os dados da época não foram divulgados.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Jornal da Tarde

Jornal da Tarde



Os agentes penitenciários do Centro de Detenção Provisória (CD) I de Osasco, na Grande São Paulo, conseguiram controlar um tumulto entre os presos iniciado por volta das 13 horas desta quarta-feira, 24.

Segundo informações inicias da Polícia Militar, um grupo de pessoas jogou uma bolsa para dentro do presídio,
na Rodovia Raposo Tavares, e quando era resgatada pelos detentos, foram detidos pelos agentes penitenciários, dando início ao tumulto.

A informação sobre a confusão não é confirmada pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), que explica que dois homens jogaram dois pacotes para dentro do CDP, mas foram presos em flagrante pela polícia.
Ainda não há informação sobre o conteúdo dos pacotes. Não houve fuga e ninguém ficou ferido.

PF treina guardas civis para campanha do desarmamento em SP

PF treina guardas civis para campanha do desarmamento em SP

A Polícia Federal (PF) finalizou na terça-feira a capacitação de guardas civis de São Paulo para o recebimento de armas durante a campanha do desarmamento. Seis turmas com 107 guardas civis metropolitanos que atuam na capital paulista foram treinados no manuseio de armas e no aceso ao sistema Desarma, do Ministério da Justiça.

A ação de capacitação foi realizada na Superintendência Regional da PF em São Paulo, com a coordenação da Delegacia de Repressão ao Tráfico de Armas, em parceria com o Setor de Planejamento Operacional, que cedeu instrutor de tiro, e a equipe de Treinamento e Desenvolvimento.

Os guardas civis receberam instruções sobre o recebimento de armas de fogo e munição, e foram apresentados aos procedimentos de manuseio dos modelos de armas longas e curtas mais comumente entregues durante as últimas campanhas. Desse modo, segundo a PF, tornaram-se aptos para realizar seu recebimento de maneira segura.

Por fim, receberam treinamento no acesso ao sistema Desarma, que gerencia a expedição de guias de trânsito para transporte de armas e munição, além do protocolo para recebimento da indenização pela entrega de armas.

A Guarda Civil Metropolitana é um dos órgãos de segurança pública que assinou convênio com o Ministério da Justiça para receber armas durante a campanha do desarmamento em São Paulo.